Luto na Cultura Paranaense: Morre Deywetty Molari, coreógrafo que brilhou no Grupo Lanteri e no Dancep

A cena cultural paranaense lamenta a partida prematura de Deywetty Geovani Molari, coreógrafo, bailarino e educador, que faleceu na madrugada deste sábado (21), aos 32 anos. Molari estava internado no Hospital Oswaldo Cruz, em Curitiba, onde recebia tratamento contra hepatite. Reconhecido por sua paixão pela dança e seu incansável trabalho, Deywetty deixou um legado significativo em importantes instituições como o Grupo Lanteri e o Dancep, marcando a vida de inúmeros artistas e comunidades.

Uma trajetória de dedicação e arte

Natural de uma realidade social simples, como destacado por seus colegas, Deywetty Molari construiu uma carreira sólida e inspiradora através do talento e da persistência. Formado em dança pela Universidade Estadual do Paraná (Unespar), ele demonstrou desde cedo um profundo compromisso com a arte. Sua jornada profissional o levou a atuar em diferentes frentes, sempre com o objetivo de elevar a dança e o teatro a novos patamares, transformando vidas e cenários culturais em diversas cidades do estado.

O impacto no Dancep: forjando talentos

Um dos primeiros palcos de Deywetty foi o Dancep, o renomado grupo de dança contemporânea do Colégio Estadual do Paraná (CEP), uma das mais tradicionais instituições de ensino do estado. O Dancep é conhecido por ser um celeiro de novos talentos, proporcionando a jovens estudantes uma formação artística de excelência. Fernando Nascimento, diretor do grupo, ressaltou a importância de Deywetty para a história do Dancep: “Ele faz parte da história do Dancep. Era uma pessoa muito querida, um guerreiro, que veio de uma realidade social bem simples”. Essa afirmação sublinha não apenas o talento artístico de Molari, mas também sua força de caráter e sua capacidade de superar desafios, servindo de inspiração para outros jovens com aspirações artísticas.

Grupo Lanteri: 15 anos de colaboração e inovação

Por mais de uma década e meia, Deywetty Molari foi uma peça fundamental no Grupo Lanteri, a prestigiada companhia paranaense de teatro, famosa pela encenação da Paixão de Cristo, considerada a segunda maior do Brasil. Sua contribuição ia muito além da coreografia, abrangendo também a criação de efeitos especiais que davam vida e grandiosidade aos espetáculos. Aparecido Izabel Massi, responsável pela direção geral do Grupo Lanteri, expressou o profundo pesar da companhia: “A família Lanteri está em luto. Perdemos um grande incentivador e colaborador; um jovem que não media esforços para o sucesso de cada espetáculo e que estava conosco desde 2011, atuando como coreógrafo, bailarino e cuspidor de fogo. Tínhamos um carinho imenso por ele”. A menção de sua atuação como “cuspidor de fogo” ilustra a versatilidade e a dedicação de Deywetty em todas as nuances da performance teatral.

Além dos palcos: o compromisso social da arte

A influência de Deywetty Molari estendeu-se para além dos grandes espetáculos. Ele dedicou parte de seu tempo e talento a diversos projetos culturais em cidades da Região Metropolitana de Curitiba, como Campina Grande do Sul e Piraquara. Nesses projetos, ele trabalhou diretamente com crianças, jovens e idosos, utilizando a dança e o teatro como ferramentas de inclusão social, desenvolvimento pessoal e empoderamento. Essa faceta de seu trabalho reforça a visão de que a arte é um instrumento poderoso de transformação social, capaz de alcançar e inspirar indivíduos de todas as idades e contextos.

Repercussão e despedida

A notícia da morte de Deywetty Molari gerou uma onda de consternação na comunidade artística e entre aqueles que tiveram a oportunidade de trabalhar com ele ou serem impactados por sua arte. Em sinal de profundo respeito e luto, o Grupo Lanteri suspendeu seus ensaios no sábado, demonstrando a dimensão da perda para a companhia. A despedida de Deywetty ocorrerá em Curitiba; o velório teve início à meia-noite deste sábado na capela do Cemitério Vertical, localizado na Rua Konrad Adenauer, 940. O sepultamento está marcado para domingo (22), no mesmo local, às 12h.

A partida de Deywetty Geovani Molari deixa uma lacuna no cenário cultural paranaense, mas seu legado de paixão, dedicação e talento permanecerá vivo nas coreografias, nas memórias de seus alunos e colegas, e no impacto positivo que ele gerou nas comunidades por onde passou. Ele será lembrado como um artista completo e um ser humano inspirador.

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Fonte: https://g1.globo.com

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