Arquivo de abuso emocional - Monte Santo em Pautac https://montesantoempauta.com/tag/abuso-emocional/ Seu Portal de Notícias Fri, 13 Mar 2026 14:16:27 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://montesantoempauta.com/wp-content/uploads/2026/02/cropped-Monte-Santo-em-PAuta-1-32x32.png Arquivo de abuso emocional - Monte Santo em Pautac https://montesantoempauta.com/tag/abuso-emocional/ 32 32 Militar é condenado por violência psicológica contra ex-companheira no RN: Um marco na proteção de vítimas https://montesantoempauta.com/militar-condenado-violencia-psicologica/ https://montesantoempauta.com/militar-condenado-violencia-psicologica/#respond Fri, 13 Mar 2026 14:16:07 +0000 https://montesantoempauta.com/militar-condenado-violencia-psicologica/ Natal, Rio Grande do Norte – Em uma decisão que reforça a crescente visibilidade e condenação da violência contra a mulher em suas diversas formas, um militar foi sentenciado a … Read More

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Natal, Rio Grande do Norte – Em uma decisão que reforça a crescente visibilidade e condenação da violência contra a mulher em suas diversas formas, um militar foi sentenciado a um ano de reclusão pelo crime de <b>violência psicológica</b> contra sua ex-companheira. A condenação, proferida pelo 1º Juizado da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Natal, também impõe ao réu o pagamento de multa e uma indenização de R$ 5 mil à vítima. A sentença é um marco importante, sublinhando a seriedade com que o Judiciário brasileiro tem tratado abusos que, por vezes, são sutis, mas devastadores para a saúde mental e o bem-estar das mulheres.

O juiz Rogério Januário, responsável pelo caso, reconheceu que, entre outubro de 2021 e agosto de 2022, o agressor causou um dano emocional severo à sua ex-companheira. A denúncia do Ministério Público do RN detalhou uma série de atos de <b>manipulação</b>, <b>humilhação</b> e <b>ridicularização</b>. Tais condutas incluíam responsabilizar a vítima pelos próprios relacionamentos extraconjugais do réu e por suas adversidades pessoais, utilizando termos pejorativos como “endemoniada” e “lunática”.

Além das injúrias verbais, a denúncia apontou episódios graves como o envio de mensagens depreciativas sobre a aparência física da vítima, a exaltação de uma suposta superioridade masculina e a humilhação por meio de relatos detalhados de traições e relações sexuais mantidas com outras mulheres, inclusive vizinhas, culminando em uma complexa rede de manipulação. O resultado para a vítima foi um grande abalo emocional, que se manifestou em diagnósticos de ansiedade, pânico e estresse pós-traumático, confirmados por laudos e atestados médicos.

O Que É Violência Psicológica e o Fenômeno do “Gaslighting”

A <b>violência psicológica</b>, reconhecida pela <b>Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006)</b>, não deixa marcas físicas, mas pode ser tão ou mais devastadora que a agressão física. Ela se manifesta através de condutas que causam dano emocional e diminuição da autoestima, prejudicam e perturbam o pleno desenvolvimento da mulher ou visam degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação.

“Gaslighting”: A Tática de Manipulação Subtil e Cruel

No cerne deste caso e de muitos outros de violência psicológica, está o fenômeno do <b>“gaslighting”</b>. O termo, originado de uma peça teatral e filme, descreve uma técnica de manipulação psicológica em que o agressor faz a vítima duvidar de sua própria sanidade, memória ou percepção da realidade. No contexto da relação, o abusador distorce fatos, nega eventos que ocorreram, minimiza sentimentos da vítima e a acusa de 'loucura' ou 'exagero'. O objetivo é desestabilizar a pessoa, fazendo-a sentir-se insegura, confusa e dependente da interpretação do manipulador.

Neste caso, a sentença judicial explicitamente mencionou que as agressões geraram autoculpabilização e prejuízos ao funcionamento social da vítima, configurando o 'gaslighting'. A utilização de termos como 'louca', a responsabilização por traições que o próprio réu cometia e a busca pela desestruturação da sanidade mental da vítima são exemplos clássicos dessa técnica perversa. O impacto é profundo, levando a vítima a isolar-se, perder a confiança em si mesma e, por vezes, a não conseguir sequer identificar que está sendo abusada.

A Força da Prova e a Sentença Judicial

A condenação foi possível graças a um robusto conjunto de provas. O juiz Rogério Januário destacou que a materialidade e a autoria delitiva foram demonstradas por elementos informativos que 'carreiam o procedimento investigativo, além da prova oral produzida na esfera policial e em Juízo'. Foram cruciais os depoimentos da ofendida, capturas de tela de mensagens que evidenciavam as agressões, documentação médica e o Laudo de Exame de Perícia Psicológica do Itep/RN.

Para o magistrado, a narrativa da vítima foi 'coerente', descrevendo um 'ciclo de abusividade' onde o réu, 'aproveitando-se da relação de afeto e da superioridade hierárquica militar', exercia controle mediante táticas de gaslighting. A gravidade da conduta foi acentuada, conforme o juiz, pela utilização de preconceitos raciais e religiosos, com o agressor chamando a ex-companheira de 'endemoniada' e atribuindo infortúnios a 'macumbas', além de promover humilhação pública e profissional no ambiente da Marinha, chegando a ameaçar sua renovação contratual. Este detalhe aponta para a complexidade do abuso, que se estendia para além da esfera pessoal, atingindo a vida profissional e a dignidade da vítima em múltiplos níveis.

O Impacto Social e a Luta Contra a Violência Doméstica

A decisão de Natal tem uma relevância que transcende o caso individual. Ela serve como um lembrete contundente de que a violência contra a mulher é um problema multifacetado, com consequências graves em todas as esferas da vida das vítimas. A condenação de um militar em um ambiente que, por vezes, pode ter hierarquias rígidas, envia uma mensagem clara de que ninguém está acima da lei e que a proteção das vítimas deve prevalecer.

No Brasil, a violência doméstica, incluindo a psicológica, ainda é um desafio imenso. Casos como este, que resultam em condenação e em reconhecimento do sofrimento da vítima, são essenciais para encorajar outras mulheres a denunciar, a buscar apoio e a não se calar. A visibilidade de tais decisões judiciais contribui para desmistificar a ideia de que a violência psicológica é 'menos grave' ou 'difícil de provar', e destaca a importância de um sistema de justiça sensível e preparado para lidar com essas nuances.

Desdobramentos e a Importância da Conscientização

Esta condenação é um passo significativo para a efetividade da Lei Maria da Penha e para a conscientização social sobre as formas de abuso. Ela reforça a necessidade de redes de apoio robustas para as vítimas, incluindo suporte psicológico e jurídico especializado. Para a sociedade, o caso é um chamado à reflexão sobre a importância de identificar os sinais de violência psicológica em seus círculos e de não naturalizar comportamentos abusivos.

Ainda há muito a ser feito para erradicar a violência contra a mulher em todas as suas manifestações. No entanto, decisões como a do 1º Juizado da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Natal demonstram que o caminho da justiça está sendo trilhado, oferecendo esperança e um senso de reparação para as vítimas. É um avanço na luta por um Brasil onde todas as mulheres possam viver livres de medo e abusos.

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Fonte: https://g1.globo.com

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