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A história de Luciani Aparecida Estivalet Freitas, corretora de imóveis gaúcha de 47 anos, ecoa em Santa Catarina não apenas pela brutalidade do crime que a vitimou, mas também pela intensa e comovente conexão que ela mantinha com seus animais de estimação. Enquanto a Polícia Civil avança na investigação de um latrocínio que resultou no esquartejamento de Luciani, a narrativa de sua vida ganha contornos mais humanos ao revelar a profundidade de seu afeto por Clarinha, sua gata, e Kiara, sua cadela, ambas agora resgatadas e entregues à família enlutada.

Um Vínculo que Transbordava das Redes Sociais

Nas redes sociais, Luciani não poupava demonstrações de carinho e gratidão pelas suas companheiras de quatro patas. Ela se autodenominava "mãe de pet e babona", uma expressão que traduzia o amor incondicional que sentia. Clarinha e Kiara eram mais do que bichos de estimação; eram "filhas", pilares de apoio emocional e presença constante em seu dia a dia. Suas publicações revelavam um lar onde a felicidade dos animais era prioridade, com a garantia de segurança, boa alimentação e afeto.

Com palavras repletas de ternura, Luciani descrevia o papel de cada uma em sua vida. Clarinha era a "filha número 1", responsável por manter sua energia elevada e sua alma em paz. Kiara, a "filha número 2", era a alegria personificada, a que a tirava da cama nos dias mais difíceis, um motor de otimismo e vitalidade. Essa representação, tão vívida, contrasta dolorosamente com a tragédia que encerrou sua vida, sublinhando a humanidade de uma vítima cuja história foi abruptamente interrompida pela violência.

O engajamento de Luciani com a causa animal ia além de seu lar. Em fevereiro, poucas semanas antes de desaparecer, ela se manifestou em apoio a "Orelha", um cão comunitário agredido em Santa Catarina, utilizando a plataforma digital para clamar por justiça. Esse gesto demonstrava um coração sensível e uma preocupação genuína com o bem-estar dos animais, evidenciando que sua paixão por pets não era apenas um traço pessoal, mas parte de uma ética maior de compaixão.

O Desaparecimento e a Sombra do Crime

O desaparecimento de Luciani foi registrado pela família em 9 de março, após dias de contato interrompido. Segundo seu irmão, Matheus Estivalet Freitas, a ausência de chamadas e mensagens, somada a estranhos erros gramaticais em comunicações que supostamente vinham dela, acendeu um alerta. A ausência de uma mensagem de parabéns à mãe no aniversário dela, em 6 de março, quebrou um padrão diário de contato e reforçou as suspeitas de que algo grave havia acontecido.

A angústia da família se materializou de forma macabra em 11 de março, quando um corpo esquartejado foi encontrado em Major Gercino, Santa Catarina. Dois dias depois, em 13 de março, a Polícia Civil confirmou que os restos mortais eram de Luciani. A investigação revelou que três pessoas foram presas como suspeitas de envolvimento no crime, tratado como latrocínio – roubo seguido de morte. A polícia identificou compras online feitas em nome da vítima, usando seu CPF, reforçando a linha de investigação de que a intenção criminosa estava ligada a bens e finanças.

O modus operandi chocou a comunidade: as partes do corpo foram divididas em cinco pacotes e descartadas de forma premeditada, utilizando o próprio carro da vítima, em um córrego na área rural. Apenas uma das sacolas foi localizada, intensificando o horror e a complexidade do trabalho das autoridades para reconstituir os fatos e garantir a dignidade da vítima.

Mobilização e o Resgate das Companheiras Fiéis

Em meio à dor da perda de Luciani, a preocupação com Clarinha e Kiara mobilizou a família e a comunidade nas redes sociais. Os animais, que também estavam desaparecidos, se tornaram um símbolo de esperança e um foco para o afeto que a corretora irradiava. O delegado Anselmo Cruz relatou a localização da cadela Kiara em uma rua na praia do Santinho, perdida e assustada, mas segura. Esse resgate foi um alívio em meio ao cenário sombrio.

A gata Clarinha, por sua vez, foi avistada nas imediações de uma pousada. Uma funcionária do local acionou a médica veterinária Kátia Chubaci, uma ativista animal, que coordenou o resgate. Clarinha, inicialmente arisca e assustada devido ao trauma da perda e do abandono, logo se acalmou, percebendo que estava segura. A atuação de voluntários e profissionais destacou a solidariedade e a empatia da sociedade diante da fragilidade de vidas inocentes.

A feliz reunião ocorreu nos dias seguintes. Os irmãos de Luciani buscaram Clarinha. Kiara, após um breve período em um órgão municipal de assistência, também foi acolhida pela família. Em um post emocionada, Matheus confirmou: "Kiara já está conosco". O retorno dos animais ao convívio familiar, ainda que em um contexto de luto, representa um elo tangível com a memória de Luciani, um fio de continuidade de seu amor e um pequeno consolo diante de uma perda irreparável.

A Relevância de uma História em Tempos de Violência

A história de Luciani Aparecida Estivalet Freitas transcende a crônica policial. Ela nos lembra da fragilidade da vida humana e da rapidez com que a violência pode desarticular existências e laços. O amor incondicional que Luciani dedicava aos seus pets, amplamente documentado em suas próprias palavras, humaniza uma tragédia e convida à reflexão sobre os valores que nutrimos e os perigos que rondam a sociedade.

Este caso ressalta a importância de darmos voz às vítimas, não apenas pelo crime sofrido, mas pela vida que construíram e pelos afetos que cultivaram. A mobilização em torno do resgate de Clarinha e Kiara demonstra a crescente sensibilidade da sociedade brasileira em relação à causa animal e como, por vezes, a proteção desses seres se torna um caminho para honrar a memória de quem os amava. É um lembrete pungente de que, mesmo nas circunstâncias mais sombrias, o amor e a conexão persistem como um legado.

Para continuar acompanhando os desdobramentos da investigação sobre a morte de Luciani Estivalet Freitas e outras notícias que impactam a sociedade, acesse o NOME_DO_SITE. Nosso compromisso é trazer informação relevante, atual e contextualizada, abrangendo uma variedade de temas que importam para você, com a profundidade e a credibilidade que nosso público merece.

Fonte: https://g1.globo.com

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Despedida digna: cuidadora investe R$ 3 mil para cremar cão e carrega suas cinzas em amuleto https://montesantoempauta.com/despedida-digna-cuidadora-investe-r-3-mil-para-cremar-cao-e-carrega-suas-cinzas-em-amuleto/ https://montesantoempauta.com/despedida-digna-cuidadora-investe-r-3-mil-para-cremar-cao-e-carrega-suas-cinzas-em-amuleto/#respond Sat, 28 Feb 2026 06:29:12 +0000 https://montesantoempauta.com/despedida-digna-cuidadora-investe-r-3-mil-para-cremar-cao-e-carrega-suas-cinzas-em-amuleto/ Em um gesto que espelha a crescente valorização dos animais de estimação na sociedade brasileira, a cuidadora Helena Marçal de Oliveira não hesitou em desembolsar mais de R$ 3 mil … Read More

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Em um gesto que espelha a crescente valorização dos animais de estimação na sociedade brasileira, a cuidadora Helena Marçal de Oliveira não hesitou em desembolsar mais de R$ 3 mil para garantir uma despedida honrosa à sua vira-lata Princesa. A cerimônia, realizada em um crematório particular na capital paulista, incluiu um velório e culminou na entrega das cinzas em uma urna, acompanhada de uma delicada impressão da pata do animal. Embora reconheça o custo elevado do procedimento, Helena avalia que o valor financeiro se tornou insignificante diante da profunda carga emocional do momento.

“Eu optei pela cremação individual para pegar as cinzas dela. Ali, na hora, eu só conseguia sentir gratidão”, relata Helena ao NOME_DO_SITE. “A Princesa foi uma cachorra adotada, que veio da rua. Eu só conseguia agradecer pela oportunidade de poder dar essa despedida pra ela com aquele tipo de tratamento.” A história de Princesa, que havia sido destaque em uma reportagem sobre longevidade animal no programa Fantástico no ano passado, encerrou-se dois meses após a exibição, deixando um legado de carinho e uma experiência de luto transformadora para Helena. Além da urna e do molde da pata, ela encomendou um amuleto que carrega consigo, contendo uma porção das cinzas de sua companheira. “Eu não fazia ideia que ia ser tão significativo para mim”, reflete.

Pets como Membros da Família: Uma Transformação Social e Jurídica

A atitude de Helena Marçal não é um caso isolado, mas sim um reflexo vívido de uma profunda transformação social e cultural. A percepção dos animais de estimação evoluiu consideravelmente, e eles são, cada vez mais, considerados membros plenos da família. Essa mudança de paradigma impulsionou conquistas jurídicas importantes, como a recente lei sancionada no estado de São Paulo que permite que cães e gatos sejam sepultados no mesmo jazigo de seus tutores em cemitérios públicos e privados. A legislação não apenas valida o vínculo afetivo, mas também abre portas para que o luto por um pet seja reconhecido e vivido com dignidade, tal como o luto por um ente humano.

A inspiração para a lei paulista veio de uma história comovente que ganhou repercussão nacional: a do 'Bob Coveiro', um cão de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, cuja lealdade e permanência em um cemitério após a morte de sua tutora sensibilizaram a comunidade e os legisladores. Casos como o de Bob e a escolha de Helena pela cremação individual demonstram o quão enraizada está a ideia de que o adeus aos animais de estimação merece rituais que honrem a sua importância em nossas vidas.

Bob Coveiro: A Lealdade que Virou Lei

A saga de Bob começou após o enterro de sua primeira tutora no Cemitério da Saudade, em Taboão da Serra. Apesar das tentativas da família de levá-lo para casa, ele sempre retornava ao local, fixando residência ali e nunca mais partindo. “Terminou o sepultamento, todos foram embora e o Bob ficou”, recorda Ana Rita Rodrigo de Santos, diretora do cemitério, em declaração que ilustra a singularidade do apego do animal. Com o tempo, Bob acabou se acostumando com os funcionários, tornando-se uma figura querida para todos, especialmente para Ailton Francisco dos Santos, um dos coveiros. “Ele era muito querido aqui. Podia estar chovendo, fazendo sol, ele ia. Todos os enterros ele estava presente”, lembra Ailton, sublinhando a presença constante do cão.

Bob viveu por mais de uma década no cemitério, onde sua paixão por bolinhas o tornou famoso. Após uma campanha nas redes sociais criada pela protetora Valéria Ribeiro para arrecadar brinquedos – já que o cãozinho tinha o hábito de 'adotar' as bolinhas deixadas nos túmulos de crianças –, Bob viralizou, angariando a simpatia de milhares. Infelizmente, em 2021, a história de Bob teve um triste desfecho quando ele foi atropelado por uma motocicleta. Contudo, sua trajetória não seria esquecida. Com uma autorização especial da prefeitura, Bob foi sepultado no mesmo cemitério onde viveu, tornando-se o único animal ali enterrado. Sua história inspirou a criação da 'Lei Bob Coveiro', que agora se estende por todo o estado de São Paulo, e em sua homenagem, uma estátua foi erguida na entrada do cemitério, perpetuando sua memória e o legado de sua lealdade.

A Nova Legislação Paulista e os Desafios da Regulamentação

Com a nova lei em vigor, os municípios paulistas enfrentam o desafio de regulamentar os procedimentos para o sepultamento de pets em jazigos familiares. João Manoel da Costa Neto, diretor-presidente da SP Regula, órgão responsável pela fiscalização de cemitérios na capital, explica que detalhes técnicos e sanitários ainda precisam ser definidos. “Vamos entender com a vigilância a questão da decomposição do cadáver animal, qual tipo de recipiente ou caixão deve ser usado e se existe alguma vedação necessária para que não tenha contaminação”, detalha. Regras para o velório e o sepultamento também serão debatidas, sendo a responsabilidade pelos custos integralmente da família, conforme já estabelecido pela lei.

É importante notar que, embora inovadora para o estado de São Paulo, a prática de sepultar pets junto aos tutores já encontra precedentes em outras localidades. Cidades como Matão e Campinas, no interior paulista, já possuíam leis municipais semelhantes, onde os animais dividiam lápides com os humanos. Em Florianópolis (SC), a permissão para essa prática existe desde 2017, indicando uma tendência nacional de reconhecimento e acolhimento do luto pelos animais de estimação.

O Valor do Ritual de Despedida: Saúde Pública e Acolhimento do Luto

Para especialistas, a nova lei e a busca por cerimônias como a cremação, exemplificada pela atitude de Helena, desempenham um papel crucial tanto na saúde pública quanto no processo de luto dos tutores. “Isso diminui muito aquele hábito incorreto da pessoa eventualmente sepultar em qualquer terreno, fundo de casa, terreno baldio, o que é um risco muito grande de contaminação do solo”, alerta João Manoel da Costa Neto. A formalização do processo de despedida garante práticas mais seguras e ambientalmente responsáveis.

Do ponto de vista emocional, a médica veterinária Rita Erickson salienta a relevância do reconhecimento. “Abrir a possibilidade do pet ir para o jazigo da família assume, de uma vez por todas, o papel dele como membro da família”, afirma. O ritual de despedida oferece um espaço legítimo para a dor e a memória, auxiliando os tutores a processar a perda e a celebrar a vida de seus companheiros de forma digna e socialmente aceita. É uma validação do luto que, por muito tempo, foi subestimado ou silenciado, mas que hoje ganha voz e reconhecimento legal e social.

A história de Helena e Princesa, assim como a saga de Bob Coveiro e a nova legislação, sublinha um capítulo em transformação na relação entre humanos e animais, onde o afeto e a dignidade se estendem para além da vida. Para continuar acompanhando as notícias mais relevantes, aprofundadas e contextualizadas sobre as mudanças sociais, legislativas e culturais que impactam nosso dia a dia, visite o NOME_DO_SITE. Nosso compromisso é levar informação de qualidade, com credibilidade e variedade de temas, para que você esteja sempre bem informado.

Fonte: https://g1.globo.com

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Bob, o cão que conquistou um cemitério e inspirou lei sobre sepultamento de pets em jazigos de família em São Paulo https://montesantoempauta.com/lei-bob-coveiro-sepultamento-pets/ https://montesantoempauta.com/lei-bob-coveiro-sepultamento-pets/#respond Fri, 27 Feb 2026 08:01:53 +0000 https://montesantoempauta.com/lei-bob-coveiro-sepultamento-pets/ Em meio a jazigos, memórias e o silêncio respeitoso de um cemitério, uma história de lealdade e amor incondicional desabrochou e, mais de uma década depois, transformou-se em um marco … Read More

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Em meio a jazigos, memórias e o silêncio respeitoso de um cemitério, uma história de lealdade e amor incondicional desabrochou e, mais de uma década depois, transformou-se em um marco legal no estado de São Paulo. A saga de Bob, um cão vira-lata que se recusou a deixar o lado de sua tutora mesmo após a morte, transcendeu os muros do Cemitério da Saudade, em Taboão da Serra (SP), para inspirar uma lei que reconhece formalmente o lugar dos animais de estimação nas famílias brasileiras: a permissão para sepultamento de pets em jazigos familiares.

A narrativa de Bob não é apenas sobre a persistência de um animal; é um espelho das profundas mudanças sociais e culturais na relação entre humanos e seus companheiros de quatro patas, que cada vez mais são considerados membros efetivos do núcleo familiar. A repercussão de sua história levou à sanção da chamada "Lei Bob Coveiro", que permite que cães e gatos sejam enterrados ao lado de seus tutores em cemitérios paulistas, públicos e privados, um avanço significativo que legitima o luto e a importância desses seres.

Uma década de lealdade em um lar incomum

A história de Bob começou de forma singela. Após o funeral de sua primeira tutora, em 2010, o cão se recusou a voltar para casa. A família tentou levá-lo, mas Bob sempre retornava ao Cemitério da Saudade, onde decidiu fincar raízes. Ali, entre campas e visitas, ele construiu sua nova vida, tornando-se uma figura familiar e querida por funcionários e visitantes.

Ana Rita Rodrigo de Santos, diretora do cemitério, e Ailton Francisco dos Santos, um dos coveiros que se tornou seu amigo mais próximo, testemunharam essa dedicação. "Terminou o sepultamento, todos foram embora e o Bob ficou", conta Ana Rita. Ailton complementa: "Ele era muito querido aqui. Podia estar chovendo, fazendo sol, ele ia. Todos os enterros ele estava presente". Apelidado carinhosamente de "Bob Coveiro", ele circulava pelo local, quase como um anfitrião silencioso, e até desenvolveu um hábito peculiar: recolher bolinhas deixadas nos túmulos de crianças. A protetora Valéria Ribeiro, sensibilizada, criou uma página nas redes sociais que viralizou, resultando em uma campanha de doações de brinquedos para o cão, mostrando o impacto de sua história na comunidade.

Após mais de dez anos de uma vida dedicada à memória de sua tutora e à convivência com a comunidade do cemitério, Bob foi atropelado por uma motocicleta em 2021. Sua morte causou comoção e, em um gesto de reconhecimento à sua singularidade e ao amor que inspirou, uma estátua foi erguida em sua homenagem na entrada do cemitério. Mais notável ainda, com autorização especial da prefeitura, Bob foi enterrado no mesmo cemitério que adotou como lar, tornando-se o primeiro e, por muito tempo, único animal a ser sepultado ali, um precedente emocional que abriria caminho para mudanças maiores.

A Lei Bob Coveiro: um passo em direção ao reconhecimento

A história de Bob não se encerrou com seu sepultamento. Ela serviu de catalisador para a "Lei Bob Coveiro", sancionada neste mês no estado de São Paulo. A legislação permite que cães e gatos sejam enterrados no mesmo jazigo de seus tutores, em cemitérios públicos e privados, refletindo a crescente valorização dos animais como parte integrante da família moderna. Este reconhecimento legal é crucial, pois legitima o vínculo afetivo e oferece aos tutores uma alternativa digna para o processo de luto.

A implementação da lei, no entanto, requer a regulamentação dos procedimentos pelos municípios paulistas. Detalhes técnicos e sanitários, como o tipo de recipiente ou caixão adequado, e as vedações necessárias para evitar contaminação do solo, estão sendo discutidos. João Manoel da Costa Neto, diretor-presidente da SP Regula, órgão fiscalizador dos cemitérios da capital, explica a complexidade: "Vamos entender com a vigilância a questão da decomposição do cadáver animal, qual tipo de recipiente ou caixão deve ser usado e se existe alguma vedação necessária para que não tenha contaminação". Também serão definidas regras para velório e sepultamento, mas a lei já estabelece que todos os custos serão de responsabilidade da família. É importante notar que algumas cidades, como Matão, Campinas (SP) e Florianópolis (SC), já possuíam leis municipais semelhantes, demonstrando uma demanda social pré-existente.

Luto, dignidade e saúde pública

Para além do aspecto emocional, a nova lei aborda questões de saúde pública. Especialistas apontam que a permissão para um sepultamento formal e adequado desestimula a prática incorreta de enterrar animais em terrenos baldios ou no fundo de casa, que representa um risco significativo de contaminação do solo. João Manoel reforça: "Isso diminui muito aquele hábito incorreto da pessoa eventualmente sepultar em qualquer terreno, fundo de casa, terreno baldio, o que é um risco muito grande de contaminação do solo".

A médica veterinária Rita Erickson destaca a dimensão psicológica do luto. "Abrir a possibilidade do pet ir para o jazigo da família assume, de uma vez por todas, o papel dele como membro da família", afirma. Ter um local específico para a despedida e o luto, como um cemitério ou um crematório, é essencial para a saúde mental dos tutores, permitindo que o processo seja vivido de forma mais saudável. "Quando a gente enterra um ser que a gente amou muito no nosso caminho, isso pode trazer uma consequência emocional complicada, porque a gente não passa pelo túmulo de alguém que a gente ama todo dia na hora de ir ao trabalho", explica Erickson, validando a importância dos rituais e espaços de memória.

O valor inestimável da despedida

A crescente demanda por rituais de despedida para pets é exemplificada por histórias como a de Helena Marçal de Oliveira. Ela não hesitou em desembolsar mais de R$ 3 mil para proporcionar uma despedida digna à sua vira-lata Princesa, por meio de uma cremação individual em um crematório particular de São Paulo. A cerimônia, que incluiu um velório, culminou com a entrega das cinzas em uma urna e uma impressão da patinha da cadela. Apesar do custo, Helena considerou o investimento pequeno diante do valor emocional do momento.

"Eu optei pela [cremação] individual para pegar as cinzas dela. Ali, na hora, eu só conseguia sentir gratidão", conta Helena. Sua decisão reflete o sentimento de muitos tutores, que veem nesses rituais uma forma de honrar a memória de seus companheiros e de elaborar o luto. A veterinária Rita Erickson resume a questão: "Não tem certo, não tem errado. Cada família tem a sua crença e quer fazer a sua homenagem. Conversar sobre, olhar fotos, contar histórias. Essas são as formas que a gente tem para lidar melhor com o luto".

A jornada de Bob, o cão coveiro, de uma presença fiel e constante em um cemitério a um inspirador de uma lei estadual, é um testemunho da evolução da sociedade e do fortalecimento do elo entre humanos e animais. Sua história não apenas sensibilizou, mas abriu caminhos legais para que o amor e a lealdade que ele personificou possam ser honrados por muitas famílias. Para ficar por dentro de outros temas relevantes que impactam o dia a dia e as relações humanas, continue acompanhando o NOME_DO_SITE, o seu portal de informação relevante, atual e contextualizada, sempre em busca de histórias que merecem ser contadas e compreendidas.

Fonte: https://g1.globo.com

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