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O anúncio do reajuste da tarifa do MetrôRio, que elevará o custo da passagem de R$ 7,90 para R$ 8,20 a partir de 12 de abril, gerou uma onda de insatisfação entre os passageiros. A medida, que representa um aumento de 3,8%, acontece em um cenário onde usuários relatam uma deterioração contínua na qualidade do serviço, com queixas que vão desde superlotação e calor excessivo até intervalos mais longos entre os trens, sujeira e problemas crônicos na infraestrutura das estações.

A percepção generalizada é de que o aumento não se justifica diante da experiência diária. "A gente não vê mudança com esses aumentos, não vê melhoria, não vê nada", desabafou a artesã Tatiane Joana, ecoando o sentimento de muitos que se sentem lesados por pagar mais por um serviço que consideram inadequado. As reclamações se concentram na superlotação, que torna a viagem desconfortável e, por vezes, impede o acesso aos vagões, como relatou a técnica de enfermagem Diva Miranda: "você anda apertado, às vezes não dá nem para entrar".

Um Peso Maior no Bolso do Carioca

O novo valor da passagem do MetrôRio solidifica a capital fluminense como a detentora da tarifa mais cara entre os sistemas metroviários do país. Comparativamente, a segunda cidade com a passagem mais salgada, Belo Horizonte, cobra R$ 5,80, uma diferença significativa de quase R$ 3. Essa disparidade evidencia um desafio econômico particular para os moradores do Rio, que já enfrentam um alto custo de vida.

Para trabalhadores que dependem do metrô diariamente, especialmente aqueles que residem na Baixada Fluminense e se deslocam para o centro e outras regiões da capital, o reajuste representa um impacto substancial no orçamento mensal. "Tá muito pesado, muito puxado, ainda mais pra quem mora na Baixada", afirmou a empregada doméstica Elaine Garcia, que também criticou o aumento do intervalo entre os trens, algo que contribui para a superlotação. "Era dois minutos, três minutos. Agora tá maior", acrescentou, destacando a percepção de piora nos serviços.

Infraestrutura e Limpeza: Pontos Críticos

Além da superlotação e dos intervalos, a infraestrutura das estações e a limpeza são alvos constantes de críticas. O segurança Luiz Celso de Moura pontuou a questão das escadas rolantes frequentemente paradas, a falta de banheiros em algumas estações e a carência de informações claras para os usuários. "Você não pode pagar esse valor sem ter nada em troca", resumiu. A questão da higiene também é recorrente, com a empregada doméstica Adaltiva Gomes mencionando: "Às vezes é sujo. Agora, então, no carnaval, fedia", ilustrando a precariedade percebida no ambiente das estações.

Esses pontos convergem para a ideia de que o "preço não compensa", como expressado por diversos passageiros. A falta de investimento e manutenção adequados na infraestrutura existente, somada à ausência de melhorias perceptíveis na experiência do usuário, alimenta o descontentamento e a sensação de que o serviço não entrega o valor correspondente ao que é cobrado.

Promessas e Contradições: O Papel do Poder Público e da Agência Reguladora

O anúncio do reajuste ganhou um contorno ainda mais delicado ao contradizer uma declaração anterior da secretária estadual de Transportes, Priscila Sakalem. Em julho de 2025, logo após assumir o cargo, ela havia afirmado que a redução da tarifa estava entre suas prioridades. Na ocasião, a secretária ponderou sobre a necessidade de estudos técnicos para avaliar a viabilidade da redução com responsabilidade fiscal e operacional. A materialização do aumento, no entanto, coloca em xeque a efetividade dessas prioridades e a confiança dos cidadãos nas promessas governamentais.

A homologação do reajuste de 3,8% foi realizada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp). Contudo, a própria agência fez recomendações importantes ao governo. A Agetransp sugeriu a prorrogação da tarifa social de R$ 5, que atualmente tem validade até 11 de abril, e, de forma mais ambiciosa, solicitou a extensão desse benefício a toda a população fluminense. O presidente da Agetransp, Adolpho Konder, inclusive, manifestou o desejo de apresentar ao poder concedente a possibilidade de subsídio para evitar o aumento da tarifa para todos os passageiros, e não apenas para aqueles enquadrados na tarifa social.

A Posição do MetrôRio e os Desdobramentos Futuros

Em resposta às críticas e ao cenário de insatisfação, o MetrôRio se limitou a informar que o reajuste foi homologado pela agência reguladora e que a concessionária mantém os indicadores estabelecidos em contrato, além de ostentar uma nota média de 95% de aprovação dos clientes. A empresa, no entanto, não abordou especificamente as queixas detalhadas pelos passageiros sobre a qualidade do serviço, a superlotação, a limpeza ou a infraestrutura defasada.

A ausência de uma resposta concreta às preocupações dos usuários acentua a lacuna entre a percepção da concessionária e a experiência real dos passageiros. Este episódio reacende o debate sobre o modelo de concessão dos transportes públicos, o papel das agências reguladoras na fiscalização e a responsabilidade do poder público em garantir um serviço de qualidade a um preço justo. A proposta de subsídio, se avançar, pode representar uma mudança de paradigma na política de transportes do estado, buscando equilibrar a sustentabilidade econômica das concessionárias com o direito dos cidadãos a um transporte acessível e eficiente. Os próximos meses dirão se as queixas dos passageiros e as recomendações da Agetransp se traduzirão em ações concretas por parte do governo e da concessionária.

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Fonte: https://g1.globo.com

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