Arquivo de futebol - Monte Santo em Pautac https://montesantoempauta.com/tag/futebol/ Seu Portal de Notícias Wed, 11 Mar 2026 08:04:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.3 https://montesantoempauta.com/wp-content/uploads/2026/02/cropped-Monte-Santo-em-PAuta-1-32x32.png Arquivo de futebol - Monte Santo em Pautac https://montesantoempauta.com/tag/futebol/ 32 32 Copa do Brasil: Paysandu e Portuguesa-RJ duelam por vaga e R$ 1 milhão em jogo de alta tensão https://montesantoempauta.com/copa-do-brasil-paysandu-portuguesa-rj/ https://montesantoempauta.com/copa-do-brasil-paysandu-portuguesa-rj/#respond Wed, 11 Mar 2026 08:04:19 +0000 https://montesantoempauta.com/copa-do-brasil-paysandu-portuguesa-rj/ O Estádio da Curuzu, em Belém, será palco nesta quarta-feira, às 21h30 (horário de Brasília), de um embate que transcende as quatro linhas: Paysandu e Portuguesa-RJ se enfrentam em jogo … Read More

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O Estádio da Curuzu, em Belém, será palco nesta quarta-feira, às 21h30 (horário de Brasília), de um embate que transcende as quatro linhas: Paysandu e Portuguesa-RJ se enfrentam em jogo único pela terceira fase da Copa do Brasil. Não é apenas uma vaga na próxima etapa que está em disputa, mas também um significativo prêmio de R$ 1,07 milhão, fundamental para os cofres de ambos os clubes em suas ambições na temporada. Em caso de empate no tempo normal, a decisão da vaga será diretamente nos pênaltis, adicionando uma camada extra de tensão. A partida promete emoções fortes, com transmissão ao vivo pela Amazon Prime e acompanhamento lance a lance pelo ge.

O peso da Copa do Brasil: Vaga, Prestígio e Recompensa Financeira

A Copa do Brasil se consolidou como uma das competições mais democráticas e cobiçadas do futebol nacional. Para clubes como Paysandu e Portuguesa-RJ, que não figuram regularmente entre a elite da Série A, cada fase superada representa não apenas um avanço esportivo, mas uma injeção vital de recursos financeiros. O prêmio de mais de um milhão de reais em jogo nesta fase pode fazer a diferença entre um ano de contenção e a possibilidade de novos investimentos, seja em infraestrutura, manutenção do elenco ou até mesmo na captação de reforços pontuais. A competição é um verdadeiro catalisador de sonhos, permitindo que times de diferentes divisões se enfrentem e, por vezes, surpreendam gigantes, alimentando o imaginário de seus torcedores e garantindo visibilidade nacional.

Paysandu: Embalado pelo Título e Busca por Protagonismo Nacional

O Paysandu chega a este confronto decisivo com a moral elevadíssima. Recém-campeão paraense, o Papão garantiu o título estadual no último fim de semana, superando seu maior rival em um clássico que incendiou a paixão bicolor. Além da taça, o clube se credenciou para a terceira fase da Copa do Brasil na condição de campeão da Copa Verde de 2025, evidenciando seu domínio regional. No entanto, a Copa do Brasil reserva um desafio particular: o Paysandu busca quebrar um jejum de quatro anos sem vitórias na competição. Sua melhor campanha histórica é a chegada às oitavas de final em seis edições, um patamar que a equipe paraense almeja superar para reescrever sua história no cenário nacional.

O técnico Júnior Rocha deve manter a base que conquistou o Campeonato Paraense, mas lida com dúvidas importantes. O lateral-esquerdo Bonifazi e o atacante Thayllon, que saíram com problemas físicos no clássico Re-Pa, são incertezas para o jogo. Para as vagas, Luciano Taboca, recém-chegado, e o jovem Kauã Hinkel surgem como opções. A expectativa é que o meia Lucas Cardoso, contratado no último dia 28 de fevereiro, seja relacionado pela primeira vez, agregando mais uma opção ao meio-campo. A torcida bicolor, conhecida por sua fervorosa paixão e pelo calor de seu estádio, promete transformar a Curuzu em um caldeirão, exercendo pressão sobre o adversário e empurrando o time rumo à tão sonhada classificação.

Portuguesa-RJ: A Lusa Carioca na Luta por Fazer História

Do outro lado, a Portuguesa-RJ vive um momento de recuperação e confiança. Após uma fase inicial turbulenta no Campeonato Carioca, onde chegou a flertar com o rebaixamento, a Lusa da Ilha do Governador encontrou seu rumo, embalando uma sequência de cinco jogos de invencibilidade. Essa boa fase culminou na classificação para esta etapa da Copa do Brasil, repetindo sua melhor participação na história da competição, alcançada anteriormente em 2022. Na fase anterior, a Portuguesa eliminou o Maracanã em casa, jogando na Ilha do Governador, demonstrando resiliência e foco tático que a colocam como uma “zebra” perigosa nesta fase.

Contudo, o técnico Alfredo Sampaio enfrentará desfalques cruciais. O artilheiro Lohan, com cinco gols na temporada, está suspenso após ser expulso por tirar a camisa na comemoração do gol da vitória contra o Maracanã. A ausência da sua principal referência ofensiva pode levar a uma mudança no esquema tático, com Léo Muchacho sendo o provável substituto. Outra baixa significativa é a do zagueiro Lucas Costa, ex-jogador do Paysandu, também suspenso. Patrick deve assumir a posição, mas a reorganização defensiva será um desafio para a equipe carioca diante da pressão da Curuzu e da força ofensiva do Papão, exigindo máxima concentração e adaptabilidade do elenco.

Olho na Próxima Fase: Quem Vem Aí?

A equipe que sair vitoriosa do confronto entre Paysandu e Portuguesa-RJ já tem o próximo passo desenhado. Na quarta fase da Copa do Brasil, o classificado enfrentará o vencedor do duelo entre Avaí e Portuguesa-SP. Essa perspectiva adiciona mais um elemento de expectativa, com ambos os times vislumbrando um caminho que os leve ainda mais longe na competição e os coloque em patamares financeiros e de visibilidade cada vez maiores no cenário do futebol brasileiro.

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Fonte: https://ge.globo.com

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Médica vítima de assédio em jogo do Paulista reafirma: ‘Não vai me desanimar’, e cobra punição em Ribeirão Preto https://montesantoempauta.com/assedio-medica-futebol-ribeirao-preto/ https://montesantoempauta.com/assedio-medica-futebol-ribeirao-preto/#respond Tue, 10 Mar 2026 06:34:33 +0000 https://montesantoempauta.com/assedio-medica-futebol-ribeirao-preto/ Dois dias após ser vítima de assédio sexual durante uma partida da Série A4 do Campeonato Paulista, a médica Bianca Francelino, que prestava assistência ao time visitante no Estádio Palma … Read More

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Dois dias após ser vítima de assédio sexual durante uma partida da Série A4 do Campeonato Paulista, a médica Bianca Francelino, que prestava assistência ao time visitante no Estádio Palma Travassos, em Ribeirão Preto (SP), manifestou-se com uma postura de resiliência. Em declaração na segunda-feira (9), ela afirmou que o lamentável episódio não a fará desistir de sua atuação em campo e de sua paixão pelo esporte, reforçando a importância da punição aos agressores para coibir tais atos.

'Isso não me desanima, porque eu tenho a paixão pelo esporte. É onde eu quero atuar e, de forma alguma, isso me cala, me desanima ou qualquer coisa do tipo', declarou Francelino, ressaltando a incongruência entre o comportamento dos torcedores e o verdadeiro espírito do futebol. Ela completou: 'Eu sei que isso não reflete o espírito do esporte, a união do esporte e do futebol. De forma alguma, uma situação isolada dessa me faz desanimar de prestar esse tipo de serviço'. Sua fala se tornou um eco da persistência feminina em ambientes que ainda desafiam a igualdade de gênero.

A cronologia do assédio em campo e a véspera do Dia da Mulher

O incidente chocante ocorreu no sábado (7), um dia antes das celebrações do Dia Internacional da Mulher, durante o confronto entre Comercial e Nacional-SP, pela nona rodada da Série A4 do Campeonato Paulista. Bianca Francelino, integrante da equipe médica do Nacional-SP, estava em plena execução de seu trabalho profissional quando, segundo seu relato à EPTV, afiliada da TV Globo, foi alvo de uma série de ofensas e comentários de cunho sexual proferidos por torcedores situados no alambrado, uma barreira que deveria demarcar a segurança, não a impunidade.

Os abusos verbais foram explícitos e constantes, com frases que extrapolam o limite do aceitável e invadem a dignidade da profissional. 'Gritavam 'doutora gostosa' o tempo inteiro. 'Doutora gostosa, vem aqui me examinar', 'doutora gostosa, estou com uma dor aqui', apontando para parte íntima. Pedir WhatsApp, Instagram. Foram esses tipos de brincadeira o tempo inteiro', detalhou a médica, expondo a dimensão da importunação. Além das conotações sexuais, Francelino também foi confrontada com a sugestão de que, se não queria ouvir 'zoeirinhas', não deveria estar ali, mas sim 'ficar em casa para próxima vez' — uma tentativa clara de deslegitimar sua presença e trabalho em um ambiente esportivo, reforçando o machismo estrutural.

Repercussão, ações e a formalização da denúncia

A gravidade do assédio gerou imediata reação por parte das instituições. O Comercial, clube mandante da partida, emitiu uma nota repudiando veementemente o ocorrido e informou que um dos torcedores envolvidos já havia sido identificado. A Federação Paulista de Futebol (FPF), por sua vez, garantiu que o caso foi encaminhado às autoridades competentes e que os responsáveis serão punidos de forma rigorosa, conforme o protocolo previsto no tratado pela diversidade e contra a intolerância no futebol paulista. A árbitra da partida, Ana Caroline D'Eleutério, acionou o protocolo e a médica recebeu apoio direto da organização, um passo essencial para a validação da denúncia.

O registro oficial do jogo, a súmula da partida, detalha a comunicação feita pelo quarto árbitro ao técnico do Nacional-SP, Tuca Guimarães. Segundo o relato contido no documento, um torcedor teria segurado e apontado a genitália em direção à médica, que estava na área do banco de reservas. A situação, ainda conforme a súmula, desencadeou um início de discussão entre jogadores e membros da comissão técnica do Nacional com torcedores do Comercial, próximos ao alambrado, evidenciando a tensão e o desconforto gerados pelo ato e o quão rapidamente tais provocações podem escalar para conflitos maiores.

O confronto pessoal e a intervenção policial controversa

A agressão verbal não passou despercebida por todos. Paulo Galvão, namorado de Bianca Francelino e educador físico, e o pai dele, que acompanhavam o jogo da arquibancada, testemunharam a importunação. Ao perceber que o torcedor 'já estava passando do ponto', Paulo tentou intervir. 'No momento que eu vou descer, ele está dando cusparada no campo e aí eu chego e ele já estava falando bastante groselha', relatou Paulo à EPTV. A tentativa de diálogo em busca de respeito se transformou em ameaças: 'Que é você que você quer?', 'vou te pegar', disse o agressor, revelando a hostilidade e a agressividade presentes no ambiente.

Mesmo diante da explicação de Paulo — 'cara, é minha mulher, estou pedindo respeito' — o torcedor continuou com a agressão verbal, misturando o assédio com provocações clubísticas, ao dizer 'volta para São Paulo, você é do Nacional'. A situação escalou a ponto de a Polícia Militar ser acionada. Contudo, a intervenção policial apresentou uma reviravolta preocupante: 'A polícia chegou, acabou separando. Mas eles queriam retirar eu e meu pai de campo', contou Paulo, que tentou explicar a situação, mas teve que se afastar do alambrado para evitar maiores confusões. Este episódio levanta questionamentos sobre a preparação das forças de segurança para lidar com casos de assédio e a proteção das vítimas e de seus apoiadores em ambientes de grande aglomeração, onde a presunção de culpa ainda recai, muitas vezes, sobre quem denuncia.

Implicações legais e a luta contra o assédio no esporte

O caso de Bianca Francelino não é apenas um incidente isolado, mas um sintoma persistente de uma cultura machista que, lamentavelmente, ainda permeia diversos espaços, incluindo os estádios de futebol. A crescente participação de mulheres em funções antes predominantemente masculinas – seja como médicas, árbitras, jornalistas ou em comissões técnicas – desafia padrões arraigados e, infelizmente, ainda encontra resistência na forma de assédio e discriminação. A violência de gênero, conforme dados da própria região de Ribeirão Preto, onde mulheres sofrem, em média, 13 violências por dia (incluindo abusos físicos, psicológicos, sexuais e morais), sublinha a urgência de combater essas práticas em todos os seus contextos.

Do ponto de vista jurídico-desportivo, o assédio pode ter sérias consequências. Vitor Silva Muniz, presidente da Comissão de Direito Desportivo da OAB de Ribeirão Preto, explicou que o Comercial, como clube mandante, pode ser responsabilizado pelas atitudes de seus torcedores, sujeito a uma multa de até R$ 100 mil, de acordo com o artigo 243 G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê punições para o clube e para o torcedor identificado. Os torcedores diretamente envolvidos, além disso, podem ser proibidos de frequentar estádios por um período de quase dois anos, conforme a legislação vigente, enviando um sinal claro de que tais atos não serão tolerados.

Este incidente reforça a necessidade de campanhas de conscientização mais efetivas e de uma fiscalização rigorosa nos estádios. É fundamental que as entidades esportivas e as autoridades continuem a trabalhar para garantir que o futebol seja um ambiente seguro e respeitoso para todos, independentemente de gênero. A coragem de Bianca Francelino em denunciar e reafirmar sua paixão pelo esporte serve como um lembrete contundente de que a luta pela igualdade e pelo respeito exige vigilância constante e ação firme contra qualquer forma de assédio, para que a alegria do esporte não seja manchada pela intolerância.

Para se manter atualizado sobre este e outros casos que pautam a sociedade, impactam o esporte e discutem a igualdade de gênero, acompanhe o NOME_DO_SITE. Nosso compromisso é levar informação relevante, atual e contextualizada, oferecendo uma cobertura aprofundada sobre os temas que realmente importam para o leitor. Siga nossas publicações e participe da construção de um debate mais justo e informado, ajudando a construir um ambiente de respeito dentro e fora dos estádios.

Fonte: https://g1.globo.com

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Briga e delírio no Mineirão: o estádio como arena de violências e frustrações https://montesantoempauta.com/violencia-futebol-mineirao/ https://montesantoempauta.com/violencia-futebol-mineirao/#respond Mon, 09 Mar 2026 22:22:13 +0000 https://montesantoempauta.com/violencia-futebol-mineirao/ A brutal confusão entre jogadores de Cruzeiro e Atlético-MG, no último clássico mineiro disputado no Mineirão, extrapolou as quatro linhas do campo. Enquanto as câmeras se focavam em identificar os … Read More

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A brutal confusão entre jogadores de Cruzeiro e Atlético-MG, no último clássico mineiro disputado no Mineirão, extrapolou as quatro linhas do campo. Enquanto as câmeras se focavam em identificar os agressores e as circunstâncias das agressões, o olhar mais atento para as arquibancadas revelou um cenário igualmente perturbador: uma plateia que, em parte, vivenciou a selvageria não com repulsa, mas com um delírio que remete à barbárie das antigas arenas romanas, sedenta por um espetáculo de conflito e extravasamento de violências.

Para além do campo: a plateia como espelho de uma cultura tóxica

As imagens que circularam amplamente nas redes sociais e na imprensa não mostraram apenas a briga em si, mas também a resposta do público. A cada soco ou pontapé desferido por um jogador 'do seu time', ecoavam celebrações e gritos de incentivo. Poucas foram as expressões de constrangimento ou reprovação; em vez disso, sorrisos, celulares filmando para guardar a 'recordação' e rostos que espelhavam ódio e raiva. Gritos como 'vai morrer' e provocações explícitas ao adversário transformaram o espetáculo esportivo em um ambiente de hostilidade e beligerância, revelando uma face obscura da paixão pelo futebol.

Essa reação não é um fenômeno isolado, tampouco restrito ao clássico mineiro. Faz tempo que os estádios brasileiros, especialmente em jogos de alta rivalidade, deixaram de ser apenas palcos de alegria ou tristeza genuínas ligadas ao resultado em campo. Eles se converteram em depositários de frustrações sociais e violências represadas, um local onde parte da sociedade parece se sentir à vontade para dar vazão a patologias que se manifestam de forma cada vez mais latente no cotidiano. O futebol, ao longo de muitas gerações, construiu a percepção de ser o local adequado para essa descarga emocional e agressiva.

Raízes da intolerância: uma cultura semeada por gerações

A semente dessa cultura foi lançada e cultivada ao longo de décadas. O que antes era uma rivalidade saudável, com o foco na disputa esportiva e na celebração do talento, transformou-se gradualmente em um embate de identidades, onde a vitória sobre o adversário muitas vezes se manifesta na humilhação e na agressão, seja verbal ou física. A cada gol, em vez de se voltar para o campo e comemorar o lance, muitos torcedores viram-se para a torcida rival, bradando ofensas e palavrões, num claro gesto de provocação e desumanização do outro.

A metáfora da 'arena romana' não é aleatória. Ela evoca a imagem de um público que espera por um espetáculo dantesco, um confronto que vá além da disputa da bola. Há uma parcela que, consciente ou inconscientemente, busca no jogo a catarse de uma violência que não encontra outro canal de vazão. Nesse contexto, a briga entre os jogadores, em vez de ser vista como um desvio inaceitável, é acolhida por muitos como o ápice da 'emoção', uma extensão natural da rivalidade que eles próprios alimentam nas arquibancadas, perpetuando um ciclo vicioso de hostilidade.

O papel dos jogadores e a resistência à mudança

Diante de tal cenário, a responsabilidade dos jogadores, que são figuras públicas e exemplos para milhões de crianças e jovens, torna-se ainda mais evidente. O atacante Hulk, do Atlético-MG, por exemplo, reconheceu os excessos e pediu desculpas publicamente após o jogo, lembrando das crianças que assistiram à cena. Contudo, sua participação ativa no conflito e a tentativa inicial de transferir a culpa para a arbitragem demonstram a dificuldade em dissociar a emoção do momento da consciência de seu papel social. Os atletas precisam compreender que são mais do que meros competidores; são protagonistas em um palco cercado por profundas distorções na interpretação de seu público.

Apesar das inúmeras campanhas de conscientização e das iniciativas para promover a paz nos estádios, a resistência à transformação cultural é palpável. Parte dessa resistência vem da própria arquibancada, onde uma parcela do público não apenas tolera, mas ativamente deseja a manutenção desse ambiente hostil e beligerante. Para esses torcedores, o estádio cumpre um papel quase terapêutico de depositário de frustrações e violências retidas, tornando-se um local de 'válvula de escape' que se recusa a ser desativada, dificultando a mudança necessária para um futebol mais pacífico e inclusivo.

A urgência de um debate profundo no futebol brasileiro

O episódio no Mineirão serve como um grave lembrete de que a violência no futebol brasileiro não se limita a brigas de torcidas organizadas ou a incidentes isolados. Ela está enraizada na cultura do esporte, manifestando-se tanto dentro quanto fora de campo, e contamina a experiência de milhões de pessoas. A banalização da agressão, o culto à intolerância e a desumanização do adversário são sintomas de um problema social mais amplo que se reflete na paixão nacional. Ignorar essa dinâmica é perpetuar um ciclo que afasta famílias, mancha a imagem do esporte e compromete seu futuro.

É imperativo que clubes, federações, atletas e a própria mídia aprofundem o debate sobre o papel social do futebol e a necessidade urgente de uma transformação cultural. O esporte tem o poder de unir e inspirar, e é preciso resgatar essa essência. Para análises mais aprofundadas sobre este e outros temas que impactam a sociedade, com informação relevante, atual e contextualizada, o NOME_DO_SITE continua acompanhando de perto os desdobramentos e as discussões, oferecendo aos seus leitores uma visão completa e aprofundada dos fatos.

Fonte: https://ge.globo.com

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