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Em um cenário de escalada contínua no Oriente Médio, Israel anunciou nesta terça-feira (24) a destruição de cinco pontes estratégicas sobre o rio Litani, no sul do Líbano. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou a intenção de estabelecer uma "zona de segurança" na região, com os militares controlando as rotas remanescentes. A medida aprofunda as tensões com o Hezbollah e levanta sérias preocupações sobre a soberania libanesa e os desdobramentos de um conflito que se expande para além das fronteiras de Gaza.

Ataques no Litani e a justificativa israelense

A ofensiva israelense concentrou-se na destruição de infraestruturas vitais. Segundo Katz, as cinco pontes atingidas sobre o rio Litani eram utilizadas pelo grupo xiita Hezbollah para o transporte de combatentes e armamentos. Essa ação faz parte de uma operação terrestre que Israel descreve como "limitada" no sul do Líbano, iniciada no começo do mês. O rio Litani, que serpenteia pelo Líbano, serve como uma importante barreira natural e demarca uma faixa de cerca de 30 quilômetros ao sul, que Israel considera uma área estratégica na sua fronteira norte.

A destruição das pontes visa, conforme o governo israelense, a impedir a movimentação do Hezbollah e garantir a segurança de seus próprios cidadãos. A declaração do ministro Katz em reunião de gabinete do Exército foi enfática: "Centenas de milhares de moradores do sul do Líbano que evacuaram para o norte não retornarão ao sul do Rio Litani até que a segurança dos moradores do norte [de Israel] seja garantida." Esta afirmação sinaliza não apenas uma manobra militar, mas também uma estratégia de pressão demográfica e territorial, implicando que a presença de civis libaneses na área seria condicionada à ausência de ameaças do Hezbollah.

A 'zona de segurança': um eco do passado

A menção a uma "zona de segurança" por Israel não é nova e carrega um peso histórico significativo para o Líbano. Entre 1985 e 2000, Israel manteve uma faixa territorial de cerca de 1.100 km² no sul do Líbano, chamada oficialmente de "zona de segurança israelense". Essa área, controlada em colaboração com o Exército do Sul do Líbano (ESL), milícia cristã local aliada de Israel, tinha como objetivo principal proteger as comunidades do norte de Israel de ataques de grupos palestinos e, posteriormente, do próprio Hezbollah. A retirada unilateral de Israel em 2000 foi celebrada como uma vitória pelo Hezbollah e marcou uma nova fase na dinâmica de poder na região.

A reedição da ideia de uma zona controlada por Israel evoca memórias de ocupação e violação da soberania. O governo libanês já acusou Israel de ter a intenção de criar uma "zona-tampão" na região, o que significaria a anexação ou controle de facto de parte do seu território. Tal movimento seria uma clara violação do direito internacional e dos acordos de cessar-fogo, como a Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que estabeleceu um fim à guerra de 2006 entre Israel e Hezbollah e prevê a não militarização da área ao sul do Litani, com exceção das forças do exército libanês e da UNIFIL (Força Interina das Nações Unidas no Líbano).

Implicações humanitárias e geopolíticas

A retórica israelense sobre o não retorno de centenas de milhares de libaneses ao sul do Litani, somada à destruição de infraestrutura, sinaliza uma grave crise humanitária e de deslocamento. A região sul do Líbano já sofre com a instabilidade e a pobreza, e o deslocamento em massa de sua população agravaria ainda mais a frágil situação econômica e social do país, que enfrenta uma crise profunda há anos. As famílias evacuadas dependem da infraestrutura para retornar e da economia local para sobreviver, ambos severamente impactados pela escalada militar.

Do ponto de vista geopolítico, a operação no sul do Líbano é um elemento-chave na crescente tensão regional, desencadeada pela guerra em Gaza. O Hezbollah tem trocado ataques com Israel desde o início do conflito, em solidariedade ao Hamas. No entanto, a criação de uma "zona de segurança" israelense representaria um salto qualitativo na escalada, aumentando drasticamente o risco de uma guerra em larga escala entre Israel e o Líbano. Este cenário teria repercussões devastadoras para toda a região, possivelmente atraindo outros atores e desestabilizando ainda mais um Oriente Médio já em chamas. A comunidade internacional observa com apreensão, temendo uma conflagração que escape ao controle e cujas consequências seriam sentidas globalmente.

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Fonte: https://g1.globo.com

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