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Um relatório contundente do Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM-PI) expôs um cenário de negligência estrutural e falhas graves na segurança do Hospital Areolino de Abreu, em Teresina. A vistoria, realizada na manhã da última quinta-feira (26), veio à tona após a chocante notícia do assassinato de um paciente dentro da unidade psiquiátrica durante a madrugada. As conclusões do conselho pintam um quadro alarmante que exige atenção imediata das autoridades e reacende o debate sobre a qualidade da assistência em saúde mental no estado.

Um Cenário de Alerta: As Denúncias do CRM-PI

A fiscalização do CRM-PI, liderada por seu presidente, João Moura Fé, e vice-presidente, Raimundo Sá, juntamente com o médico fiscal Juarez Holanda, revelou deficiências que comprometem diretamente a integridade de pacientes e profissionais. A principal delas é a ausência de segurança armada. Segundo o conselho, o hospital opera apenas com vigilância patrimonial e agentes auxiliares, um modelo considerado totalmente inadequado para lidar com o perfil complexo dos atendimentos realizados em uma instituição psiquiátrica.

Além da fragilidade na segurança física, o relatório apontou falhas críticas na assistência em saúde. Não há enfermeiro de plantão durante o período noturno, e o número de médicos em serviço é tido como insuficiente para garantir o acompanhamento clínico e a prescrição adequada aos pacientes. Em um ambiente onde a vigilância constante e a intervenção especializada são cruciais para a segurança e o tratamento, a escassez de profissionais qualificados representa um risco iminente, podendo agravar quadros clínicos e dificultar a resposta a emergências.

A precariedade estrutural também foi um ponto central das denúncias. As obras de reforma do hospital, essenciais para a modernização e adequação do espaço, estão paralisadas e contam com apenas cerca de 25% de execução. Para o CRM-PI, essa situação não só compromete o ambiente terapêutico, mas também a segurança de todos que frequentam a unidade, evidenciando um abandono que se reflete na qualidade do cuidado oferecido.

A Tragédia que Escancara Falhas

A vistoria do conselho foi precipitada pelo brutal assassinato de Pedro Araújo da Silva, de 29 anos, ocorrido na madrugada da mesma quinta-feira. Pedro, que estava internado há cerca de um mês e teria alta prevista para aquele dia, foi encontrado morto após ser amarrado, sufocado e queimado dentro de uma sala do hospital. O crime, percebido por um funcionário que notou fumaça e pensou ser lençóis em chamas, chocou a comunidade e expôs as vulnerabilidades da instituição.

A investigação está a cargo do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), coordenado pelo delegado Francisco Costa, o Barêtta. A perícia forense já está empenhada na coleta de material genético para identificar os envolvidos. O delegado indicou que a investigação também analisará a condição médica dos suspeitos, considerando que um indivíduo incapaz pode estar sujeito a medidas de segurança, e buscará entender o motivo da presença dos envolvidos no crime dentro de um hospital psiquiátrico, lançando luz sobre os protocolos de internação e monitoramento.

Contexto Crítico: A Saúde Mental Pública em Pauta

O Hospital Areolino de Abreu não é uma unidade qualquer; é o único hospital psiquiátrico público de Teresina. Sua importância é inegável, mas a repetição de tragédias lança uma sombra sobre sua gestão. Em 2015, outro paciente foi encontrado morto com um lenço amarrado ao pescoço, e seu companheiro de quarto foi autuado por homicídio qualificado. Essa recorrência sugere que as falhas de segurança e as condições precárias podem ser problemas sistêmicos, e não apenas incidentes isolados, acendendo um alerta sobre a necessidade urgente de revisão profunda das políticas e práticas.

A vulnerabilidade dos pacientes com transtornos mentais, que muitas vezes dependem integralmente da proteção institucional, é um ponto central nesse debate. A Política Antimanicomial do Poder Judiciário, fundamentada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), preconiza que pacientes com transtorno mental em conflito com a lei sejam regulados para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) no SUS. Embora a Secretaria de Justiça do Piauí (Sejus) tenha esclarecido que a vítima e os suspeitos deste último caso não eram pacientes vindos do sistema penitenciário, a questão da segurança e da adequação do ambiente hospitalar para a população mais frágil e marginalizada se mantém em evidência.

As Cobranças e os Próximos Passos

Diante das graves constatações, o CRM-PI anunciou que notificará formalmente a Secretaria de Saúde do Estado do Piauí (Sesapi), cobrando providências para o imediato reforço da segurança e a melhoria substancial das condições de funcionamento do Hospital Areolino de Abreu. A Sesapi, responsável pela administração da unidade, informou em nota que apura o caso com a "devida responsabilidade e rigor", garantindo colaboração total com as investigações policiais e reafirmando seu compromisso com a ética e a qualidade dos serviços.

No entanto, a resposta institucional precisa ir além das notas e investigações. A comunidade e as famílias dos pacientes esperam ações concretas que garantam que uma tragédia como a de Pedro Araújo da Silva não se repita. A reforma paralisada precisa ser retomada, o quadro de profissionais, tanto de segurança quanto de saúde, deve ser urgentemente adequado, e a política de atenção à saúde mental no Piauí necessita de um olhar mais atento e investimento prioritário. O que está em jogo é a vida e a dignidade de pessoas que buscam no sistema de saúde um refúgio, e não um cenário de risco.

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Fonte: https://g1.globo.com

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