Arquivo de pesca ilegal - Monte Santo em Pautac https://montesantoempauta.com/tag/pesca-ilegal/ Seu Portal de Notícias Fri, 27 Feb 2026 13:49:28 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://montesantoempauta.com/wp-content/uploads/2026/02/cropped-Monte-Santo-em-PAuta-1-32x32.png Arquivo de pesca ilegal - Monte Santo em Pautac https://montesantoempauta.com/tag/pesca-ilegal/ 32 32 Pesca ilegal na Piracema: dupla é flagrada com 32 kg de peixes e multada em mais de R$ 3 mil no interior de SP https://montesantoempauta.com/pesca-ilegal-piracema-sp/ https://montesantoempauta.com/pesca-ilegal-piracema-sp/#respond Fri, 27 Feb 2026 13:49:27 +0000 https://montesantoempauta.com/pesca-ilegal-piracema-sp/ Em uma ação que reforça a contínua vigilância ambiental no interior de São Paulo, dois homens, de 56 e 54 anos, foram flagrados pela Polícia Militar Ambiental transportando 32 quilos … Read More

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Em uma ação que reforça a contínua vigilância ambiental no interior de São Paulo, dois homens, de 56 e 54 anos, foram flagrados pela Polícia Militar Ambiental transportando 32 quilos de peixes capturados ilegalmente. A apreensão, ocorrida no Rio Aguapeí, entre os municípios de Lucélia e Valparaíso, resultou em multas que totalizam R$ 3.240 e a prisão de um dos envolvidos por crime ambiental. O flagrante aconteceu em pleno período de Piracema – a época mais crítica para a reprodução das espécies aquáticas, fundamental para a manutenção da biodiversidade fluvial.

A Operação Piracema, iniciativa da Polícia Militar Ambiental de Presidente Prudente, foi o contexto para a interceptação, registrada na última quinta-feira (26). A equipe policial realizava patrulhamento preventivo em pontos de acesso ao Rio Aguapeí, visando coibir a pesca predatória. Nas imediações de uma ponte em Valparaíso, os agentes avistaram três indivíduos saindo da margem do rio, carregando redes, boias e sacolas que indicavam a presença de peixes. Ao notarem a presença policial, os homens tentaram fugir, pulando na água e abandonando todo o material de pesca e o pescado.

Apesar da tentativa de evasão, um dos envolvidos foi detido no local. O outro suspeito foi posteriormente identificado após os policiais localizarem documentos pessoais em um rancho próximo às margens do rio. A diligência resultou na apreensão de 32 quilos de peixes, predominantemente das espécies curimbatá e piauçu, além de uma tarrafa, dez redes de nylon e duas boias – equipamentos comumente utilizados na pesca predatória, especialmente durante o período proibitivo. Esses materiais, por sua natureza e uso ilegal, configuram ainda mais a infração.

A Piracema: Um Ciclo Vital Ameaçado pela Irregularidade

A Piracema, palavra de origem tupi que significa 'subida do peixe', é um fenômeno natural de migração reprodutiva que ocorre anualmente em rios e córregos brasileiros. Durante esse período, as espécies aquáticas nadam contra a correnteza para encontrar locais propícios à desova e à perpetuação de suas populações, garantindo a renovação dos estoques pesqueiros. É um ciclo vital para a manutenção da biodiversidade e do equilíbrio ecológico dos ecossistemas aquáticos, e sua interrupção por práticas ilegais acarreta danos severos e de longo prazo.

No Brasil, a pesca é rigorosamente regulamentada durante a Piracema, que se estende de novembro a fevereiro nas bacias hidrográficas da maioria dos estados, incluindo a do Rio Paraná, onde o Aguapeí é afluente. A proibição visa proteger os peixes em seu momento mais vulnerável, garantindo que as futuras gerações de espécies como o curimbatá e o piauçu, apreendidos nesta operação, possam nascer e se desenvolver. A captura, transporte e comercialização de peixes nativos da Bacia Hidrográfica do Rio Paraná são expressamente proibidos nesse intervalo, sob pena de sanções severas, tanto administrativas quanto criminais.

As Implicações da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98)

Os dois homens flagrados foram autuados em R$ 1.620 cada, totalizando a multa de R$ 3.240 – um valor que reflete o peso da infração ambiental. Contudo, as implicações vão além da esfera administrativa. A ocorrência foi encaminhada à Delegacia da Polícia Civil de Valparaíso, onde um dos envolvidos recebeu voz de prisão em flagrante por crime ambiental, com base no <b>artigo 34 da Lei Federal nº 9.605/98</b>. Esta legislação, conhecida como a Lei de Crimes Ambientais, estabelece sanções para quem 'pescar em período no qual a pesca seja proibida ou em lugares interditados por órgão competente'.

A pena prevista para esse tipo de crime ambiental pode variar de detenção de um a três anos e multa. Neste caso específico, foi arbitrada fiança no valor de um salário mínimo para a liberação do preso, que responderá ao processo em liberdade. A prática da pesca ilegal durante a Piracema não apenas infringe a lei, mas causa danos irreparáveis ao meio ambiente, gerando um ciclo vicioso de degradação que afeta diretamente a capacidade de recuperação das populações de peixes e a integridade dos ecossistemas fluviais.

O Risco para a Biodiversidade e a Ação Contra a Predação

A retirada de peixes em fase reprodutiva, especialmente em grandes volumes como os 32 quilos apreendidos, compromete diretamente o estoque pesqueiro, desequilibra a cadeia alimentar e afeta a sustentabilidade dos rios. Essa ação predatória impacta não só a fauna aquática e a flora que depende dela, mas também as comunidades ribeirinhas e os pescadores artesanais que dependem desses recursos para subsistência e turismo, vivenciando o esgotamento dos rios. A região do interior de São Paulo, rica em corpos d'água, sofre constantemente com essa pressão.

A atuação da Polícia Militar Ambiental, por meio de patrulhamentos e operações como a Piracema, é crucial para coibir essas práticas e proteger os recursos naturais. A fiscalização constante serve como um alerta para a importância da observância das leis ambientais e para a conscientização sobre a urgência da preservação. É um esforço contínuo para garantir que os ecossistemas se mantenham saudáveis e que os rios, como o Aguapeí, possam continuar a abrigar a vida aquática que lhes é peculiar.

Da Apreensão à Solidariedade: A Destinação do Pescado

Em um desdobramento que, apesar do contexto da infração, gerou um benefício social, os 32 quilos de pescado apreendidos foram avaliados pela Polícia Ambiental. Por estarem em boas condições sanitárias para consumo, os peixes foram doados ao Lar São Vicente de Paulo, uma instituição de caridade em Dracena (SP). Essa destinação garante que os recursos, embora obtidos ilegalmente e decorrentes de um crime ambiental, não sejam desperdiçados e sirvam a uma causa humanitária, transformando um ato ilícito em uma ação de solidariedade para a comunidade.

Casos como este no Rio Aguapeí reiteram a importância da proteção dos nossos ecossistemas fluviais e a necessidade de uma fiscalização rigorosa, aliada à conscientização. Ações de combate à pesca ilegal são fundamentais para garantir a saúde ambiental e a perpetuação da vida aquática para as futuras gerações. Para continuar acompanhando as notícias mais relevantes sobre meio ambiente, segurança pública e outros temas que impactam o seu dia a dia na região e em todo o Brasil, mantenha-se informado com o <b>NOME_DO_SITE</b>, seu portal de informação relevante, atual e contextualizada, comprometido com a qualidade e a diversidade de temas que interessam a você.

Fonte: https://g1.globo.com

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