Arquivo de Rio Branco - Monte Santo em Pautac https://montesantoempauta.com/tag/rio-branco/ Seu Portal de Notícias Sat, 07 Mar 2026 20:51:48 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.3 https://montesantoempauta.com/wp-content/uploads/2026/02/cropped-Monte-Santo-em-PAuta-1-32x32.png Arquivo de Rio Branco - Monte Santo em Pautac https://montesantoempauta.com/tag/rio-branco/ 32 32 Caso Moisés Alencastro: Justiça do Acre marca audiência de instrução e julgamento para abril https://montesantoempauta.com/caso-moises-alencastro-audiencia-julgamento/ https://montesantoempauta.com/caso-moises-alencastro-audiencia-julgamento/#respond Sat, 07 Mar 2026 20:51:32 +0000 https://montesantoempauta.com/caso-moises-alencastro-audiencia-julgamento/ Quase quatro meses após o trágico assassinato do ativista cultural, colunista social, advogado e servidor público Moisés Ferreira de Alencastro, de 59 anos, a Justiça do Acre marcou para o … Read More

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Quase quatro meses após o trágico assassinato do ativista cultural, colunista social, advogado e servidor público Moisés Ferreira de Alencastro, de 59 anos, a Justiça do Acre marcou para o dia 13 de abril a audiência de instrução e julgamento dos dois homens acusados pelo crime. Antônio de Sousa Morais, de 22 anos, e Nataniel Oliveira de Lima, de 23, tornaram-se réus no processo após a denúncia do Ministério Público do Acre (MP-AC) ser acatada, em um caso que chocou a sociedade acreana e trouxe à tona discussões cruciais sobre violência e crimes de ódio no estado.

A confirmação da primeira reunião judicial com os acusados, que serão ouvidos juntamente com testemunhas — cujo número não foi detalhado —, partiu do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC). A decisão de recebimento da denúncia, que converteu os suspeitos em réus, foi proferida pelo juiz Alesson Braz, da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar da Comarca de Rio Branco, alinhando-se com as conclusões do inquérito conduzido pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

O Legado de Moisés Alencastro

Moisés Alencastro não era apenas um nome conhecido em Rio Branco; ele era uma figura multifacetada e influente. Com uma carreira consolidada como servidor do Ministério Público do Acre desde 2006, ele também se destacava como colunista social, trazendo um olhar atento sobre a vida cultural e social da capital. Sua atuação como ativista cultural era igualmente marcante, contribuindo para a efervescência artística e para a valorização da identidade local. Sua morte, ocorrida em 22 de dezembro do ano passado, deixou uma lacuna não apenas para sua família e amigos, mas para toda uma comunidade que o via como um pilar de dinamismo e engajamento.

O corpo de Alencastro foi encontrado em seu apartamento, enquanto seu carro foi localizado abandonado na Estrada do Quixadá, zona rural de Rio Branco. A brutalidade do crime – o laudo cadavérico apontou cerca de quatro golpes de faca – e a relevância da vítima rapidamente mobilizaram as autoridades e a opinião pública, exigindo respostas e justiça.

A Rápida Resposta da Investigação e as Acusações

A Polícia Civil do Acre agiu com celeridade. Em 25 de dezembro, apenas três dias após o corpo de Moisés ser encontrado, Antônio de Sousa Morais foi preso em Rio Branco. Horas depois, Nataniel Oliveira de Lima, apontado como o segundo envolvido, também foi detido. Ambos confessaram o crime, segundo as autoridades, e tiveram suas prisões mantidas pela Justiça em audiência de custódia, sendo encaminhados ao Complexo Prisional de Rio Branco.

A investigação, concluída pela Polícia Civil e encaminhada ao Ministério Público em 30 de dezembro, inicialmente considerou a hipótese de latrocínio. No entanto, a ausência de sinais de arrombamento no imóvel e a subsequente coleta de evidências, como documentos, controles do veículo e do apartamento, além de roupas com vestígios de sangue encontradas em endereços ligados aos suspeitos, mudaram a perspectiva do caso. A denúncia formal do promotor de Justiça Efrain Mendoza enquadrou os réus por homicídio qualificado, com as agravantes de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de furto qualificado do veículo e do aparelho celular de Moisés.

O Debate Sobre Homofobia Como Motivação

Um dos pontos mais sensíveis e amplamente debatidos no caso Alencastro é a possível motivação homofóbica do crime. Embora a legislação brasileira, diferentemente do feminicídio, não preveja expressamente a homofobia como qualificadora para o homicídio, o Ministério Público do Acre não descartou essa linha de investigação. O promotor Efrain Mendoza esclareceu que, juridicamente, tal motivação pode ser enquadrada na qualificadora de 'motivo torpe', que abrange crimes cometidos por razões abjetas, egoístas ou discriminatórias.

A promotora de Justiça Patrícia Rêgo reforçou essa visão em entrevista, destacando a importância de 'nomear corretamente o que ocorreu'. Ela categoricamente afirmou que 'não foi latrocínio', mas sim 'um crime de ódio, com requinte de crueldade'. Essa distinção é vital para a compreensão da natureza do delito e para o reconhecimento da vulnerabilidade de grupos minoritários, como a comunidade LGBTQIA+, que frequentemente são alvos de violência motivada por preconceito. A discussão sobre a homofobia como agravante ressoa em um contexto nacional onde a violência contra pessoas LGBTQIA+ ainda é alarmante, e a criminalização da homotransfobia pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2019 reflete a urgência de combater esse tipo de crime.

Repercussão e Expectativas para o Julgamento

A morte de Moisés Alencastro gerou uma onda de consternação e solidariedade. A ex-senadora e atual ministra Marina Silva, acreana, expressou o 'choque enorme' com a notícia, refletindo o sentimento de luto e indignação que tomou conta da população. O caso não é apenas um processo judicial, mas um espelho das tensões sociais e dos desafios na luta por direitos humanos e respeito às diversidades no Brasil.

Com a audiência de instrução e julgamento marcada, a expectativa é que novas informações venham à tona e que o processo avance em direção à sentença. A sociedade acreana, e o país, acompanharão de perto cada desdobramento, na esperança de que a justiça seja feita e que a memória de Moisés Alencastro seja honrada com a condenação dos responsáveis, reforçando a mensagem de que crimes de ódio e violência não ficarão impunes.

Para se manter atualizado sobre este e outros temas relevantes que impactam a sociedade, continue acompanhando o NOME_DO_SITE. Nosso compromisso é com a informação de qualidade, que contextualiza os fatos e oferece uma leitura jornalística aprofundada sobre os acontecimentos mais importantes do Acre, do Brasil e do mundo.

Fonte: https://g1.globo.com

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A população de Rio Branco atingida pelas recentes enchentes do Rio Acre tem um novo recurso para auxiliar na recuperação e reconstrução: o Saque Calamidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A medida, operacionalizada pela Caixa Econômica Federal, teve sua liberação iniciada nesta sexta-feira, dia 6, e estará disponível para solicitação até o próximo dia 19 de abril. Este benefício emerge como um suporte fundamental para as famílias que viram suas moradias e vidas impactadas pela força das águas, um cenário infelizmente recorrente na capital acreana.

A amplitude do impacto das cheias é alarmante. De acordo com dados da Defesa Civil Municipal, a última grande alagação na região, cujos efeitos ainda são sentidos, afetou direta ou indiretamente mais de 12 mil pessoas. O Saque Calamidade não é apenas um auxílio financeiro, mas um reconhecimento da necessidade urgente de apoio governamental diante da vulnerabilidade social e econômica imposta por desastres naturais, oferecendo uma oportunidade para que os atingidos possam reestruturar suas vidas e lares.

Entenda o Saque Calamidade: Um Suporte Vital em Tempos de Crise

O Saque Calamidade é um dispositivo legal que permite ao trabalhador sacar parte do saldo de sua conta do FGTS em situações de emergência ou estado de calamidade pública reconhecidos pelo Governo Federal. Para ter acesso a este benefício em Rio Branco, é imprescindível que o trabalhador possua saldo em sua conta vinculada ao FGTS e que não tenha realizado saque pelo mesmo motivo em um período inferior a 12 meses. O valor máximo que pode ser retirado é de R$ 6.220,00 por conta, limitado ao saldo disponível.

É crucial destacar que a elegibilidade para o saque está vinculada à localização da residência. Somente imóveis situados dentro das áreas delimitadas e mapeadas pela Defesa Civil Municipal no decreto de emergência são contemplados. Essa delimitação visa direcionar o auxílio de forma eficaz para as áreas que realmente sofreram os impactos mais severos das enchentes, garantindo que o recurso chegue a quem mais precisa para auxiliar na superação dos prejuízos.

Guia para a Solicitação: Descomplicando o Acesso ao Benefício

A solicitação do Saque Calamidade foi simplificada e pode ser realizada diretamente pelo aplicativo FGTS da Caixa, o que agiliza o processo e evita deslocamentos desnecessários para os moradores já fragilizados. O passo a passo é intuitivo: o usuário deve acessar a seção "Meus Saques", escolher a opção "Outras Situações de Saque" e, em seguida, selecionar "Calamidade Pública". Após informar o município de Rio Branco, é necessário anexar os documentos exigidos.

Os documentos solicitados incluem um documento de identidade válido (RG, CNH ou Passaporte), um comprovante de residência em nome do trabalhador, emitido em até 120 dias antes da decretação da calamidade, e uma selfie do solicitante segurando o documento de identificação. Para aqueles que não conseguirem comprovar o domicílio pelo aplicativo ou tiverem dificuldades com o processo digital, a Defesa Civil oferecerá atendimento presencial no Parque de Exposições a partir da próxima segunda-feira, dia 9, garantindo que ninguém fique sem assistência.

Uma vez registrada a solicitação, o trabalhador pode indicar uma conta da Caixa, como a poupança digital Caixa Tem, ou de outra instituição financeira para o recebimento dos valores, sem a cobrança de qualquer tarifa. Se aprovada, a quantia é creditada na conta indicada em até cinco dias úteis. A desburocratização permite que o auxílio chegue de maneira mais célere àqueles que enfrentam perdas e desafios significativos neste momento delicado.

A Recorrência das Cheias do Rio Acre: Um Desafio Crônico para a Região

A situação atual em Rio Branco não é um evento isolado, mas parte de um ciclo desafiador que a capital acreana e outros municípios da região amazônica enfrentam anualmente. O histórico recente de transbordamentos do Rio Acre ilustra a vulnerabilidade da região. Em março de 2025, o rio atingiu 14,13 metros, chegando a um pico de 15,88 metros e afetando mais de 30 mil pessoas. Em dezembro do mesmo ano, houve outro transbordamento, com o nível alcançando 15,41 metros e impactando mais de 20 mil pessoas. Já em janeiro de 2026, o manancial transbordou duas vezes, mostrando a crescente frequência e intensidade desses eventos.

Essas enchentes recorrentes geram mais do que danos materiais; elas desorganizam a vida social, comprometem a segurança alimentar, a saúde pública e a educação, além de causarem traumas psicológicos duradouros nas comunidades. A necessidade de realocação, a perda de bens e a interrupção das atividades econômicas impõem um custo social e financeiro altíssimo, evidenciando a urgência de políticas públicas que vão além do auxílio emergencial, focando em prevenção, urbanismo resiliente e adaptação às mudanças climáticas na bacia amazônica.

Impacto Além da Capital: A Calamidade Regional

Embora Rio Branco seja o foco principal neste momento, a calamidade das enchentes se estende por outras localidades do Acre. Além da capital, os municípios de Brasiléia, Epitaciolândia, Feijó, Plácido de Castro, Porto Acre, Santa Rosa do Purus, Sena Madureira e Tarauacá também estão habilitados para o Saque FGTS por motivo de calamidade pública. Essa abrangência regional sublinha a dimensão do problema e a interconexão das comunidades ao longo dos rios, que compartilham desafios semelhantes e dependem de respostas coordenadas e apoio contínuo para se reerguerem.

Diante de um cenário tão complexo e impactante, a informação precisa e contextualizada se torna uma ferramenta essencial para a população. O NOME_DO_SITE acompanha de perto os desdobramentos desta e de outras notícias relevantes, comprometendo-se a oferecer análises aprofundadas, guias práticos e a voz das comunidades afetadas. Convidamos você a continuar navegando em nossas páginas para se manter atualizado sobre a recuperação do Acre, as políticas de apoio e todos os temas que impactam diretamente a sua vida e a realidade de nossa região.

Fonte: https://g1.globo.com

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