Arquivo de violencia contra mulher - Monte Santo em Pautac https://montesantoempauta.com/tag/violencia-contra-mulher/ Seu Portal de Notícias Sun, 15 Mar 2026 04:53:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://montesantoempauta.com/wp-content/uploads/2026/02/cropped-Monte-Santo-em-PAuta-1-32x32.png Arquivo de violencia contra mulher - Monte Santo em Pautac https://montesantoempauta.com/tag/violencia-contra-mulher/ 32 32 Investigação sobre estupro coletivo em Copacabana se expande com novas denúncias de crimes sexuais contra suspeitos https://montesantoempauta.com/estupro-coletivo-copacabana-novas-denuncias/ https://montesantoempauta.com/estupro-coletivo-copacabana-novas-denuncias/#respond Sun, 15 Mar 2026 04:53:22 +0000 https://montesantoempauta.com/estupro-coletivo-copacabana-novas-denuncias/ O desdobramento da investigação sobre o estupro coletivo que chocou Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, revela uma trama mais complexa e preocupante. Dois dos quatro jovens presos … Read More

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O desdobramento da investigação sobre o estupro coletivo que chocou Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, revela uma trama mais complexa e preocupante. Dois dos quatro jovens presos e o menor apreendido no caso original agora são alvo de outros dois inquéritos policiais por denúncias de crimes sexuais, indicando um possível padrão de comportamento e ampliando o alcance da apuração. A Polícia Civil do Rio, por meio da 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), atua com diligência para esmiuçar essas novas acusações, que vieram à tona após a repercussão do caso principal, envolvendo uma estudante do Colégio Pedro II.

O caso de Copacabana, que levou à prisão de Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos, Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos, João Gabriel Xavier Bertho, 19 anos, e Mattheus Veríssimo Zoel Martins, 19 anos, e à apreensão de um adolescente, ganhou contornos ainda mais graves. Os quatro adultos são réus na Justiça, enquanto o menor, cuja identidade não pode ser divulgada, está em uma unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), respondendo por ato infracional análogo ao estupro. A atenção midiática e o clamor público gerados pelo primeiro episódio foram cruciais para que outras vítimas encontrassem coragem para formalizar suas próprias denúncias, revelando um cenário de vulnerabilidade e silêncio.

Desdobramentos da Investigação: Duas Novas Denúncias Apuram Padrão de Comportamento

A emergência dessas novas denúncias é um reflexo direto da visibilidade do caso de Copacabana. A polícia, ciente da sensibilidade e da urgência, está empenhada em aprofundar as apurações, realizando diligências e aguardando o depoimento de uma das vítimas, bem como a quebra de sigilo telemático dos investigados. Essa medida é fundamental para coletar mais provas e, eventualmente, conectar os diferentes episódios, que, embora ocorridos em momentos e locais distintos, apontam para a possível reincidência de alguns dos suspeitos.

O Caso do Apartamento no Maracanã (2023)

Um dos novos inquéritos se concentra em um crime de estupro que teria ocorrido em agosto de 2023, em um apartamento no bairro do Maracanã, Zona Norte do Rio. Mattheus Veríssimo Zoel Martins e o adolescente apreendido no caso de Copacabana são acusados de participação. A denúncia, no entanto, só foi formalizada pela mãe da vítima em 2 de março, após a ampla divulgação do estupro em Copacabana, evidenciando o impacto da repercussão na busca por justiça.

Na época dos fatos, a adolescente tinha apenas 14 anos e, hoje com 17, relatou aos investigadores ter mantido um relacionamento com o menor envolvido nos dois casos. Segundo o depoimento, ela foi convidada à casa de Mattheus e, uma vez lá, foi forçada a permanecer no cômodo, sofreu agressões como socos e chutes, sendo obrigada a manter relações sexuais com ele, o menor e uma terceira pessoa, um adulto ainda não identificado. A fala da mãe da vítima à GloboNews, de que “achavam que o prazer deles importava mais do que o trauma delas”, sintetiza a dor e a indignação diante da gravidade da situação.

A defesa do menor envolvido no caso de 2023, que tramita sob segredo de justiça, optou por não comentar os detalhes, mas informou ao g1 ter solicitado uma cópia do procedimento para reavaliar a situação. Em relação a Mattheus, a defesa não respondeu aos questionamentos sobre a denúncia do Maracanã. Contudo, sobre o caso de Copacabana, os advogados de Mattheus argumentaram que trechos parciais de vídeos foram divulgados e que mensagens trocadas via aplicativo indicariam que a menor de idade sabia da presença de outras pessoas no apartamento, além de criticar a conclusão do inquérito em apenas cinco dias, sem a oportunidade de os investigados prestarem esclarecimentos.

A Festa no Humaitá: Outra Acusação Contra um dos Suspeitos

O segundo novo inquérito apura um episódio ocorrido em outubro, em uma festa de alunos do Colégio Pedro II, no Humaitá, Zona Sul do Rio, nas proximidades da escola. Vitor Hugo Oliveira Simonin é o investigado neste caso. De acordo com a denúncia, durante uma festa junina em um salão do bairro, Vitor Hugo teria levado a vítima para o segundo andar do local e ali praticado o crime, conforme relato do delegado Ângelo Lages na ocasião do registro do caso.

A vítima, em entrevista ao Fantástico, detalhou que estava beijando Vitor Hugo quando foi coagida a praticar sexo oral. Seu relato de resistência — “eu disse que não ia fazer aquilo, muito menos ali” — e a persistência do agressor em tentar forçar sua cabeça para baixo ilustram a violência da situação. A jovem descreveu a dificuldade para se levantar e a intervenção de um segurança que a ajudou a retornar à festa. Assim como no caso do Maracanã, a percepção de ter sido vítima de um crime só se consolidou para ela após a divulgação e repercussão do estupro coletivo em Copacabana, destacando a complexidade do trauma e o tempo necessário para o reconhecimento da violência sofrida.

A Relevância da Denúncia e a Atuação das Autoridades

A série de denúncias contra os mesmos indivíduos sublinha a importância de uma investigação aprofundada e contextualizada. Casos de violência sexual, muitas vezes, permanecem ocultos devido ao medo, à vergonha e à revitimização. A coragem das vítimas em vir a público, impulsionadas pela visibilidade de um caso inicial, é crucial para romper esse ciclo de silêncio e impunidade. Tais desdobramentos permitem às autoridades identificar padrões de comportamento e, possivelmente, evitar que outros crimes ocorram.

A atuação da Polícia Civil, ao solicitar ao Colégio Pedro II os procedimentos administrativos envolvendo Vitor Hugo Simonin e o adolescente, demonstra a busca por informações que possam elucidar o histórico e o comportamento dos suspeitos dentro do ambiente escolar. A quebra de sigilo telemático, por sua vez, é uma ferramenta essencial na era digital, permitindo a análise de comunicações que podem revelar intenções, conluios ou outros elementos probatórios que reforcem as acusações ou auxiliem na compreensão dos fatos.

Este cenário ressalta a necessidade de um debate mais amplo sobre a cultura de consentimento, a responsabilidade individual e coletiva em eventos sociais, e o papel das instituições de ensino na conscientização e prevenção da violência sexual. A cidade do Rio de Janeiro, como um todo, é impactada por esses casos, que trazem à tona discussões sobre segurança, vulnerabilidade juvenil e a urgência de políticas públicas e sociais eficazes para proteger as vítimas e combater a impunidade.

Acompanhe o NOME_DO_SITE para ter acesso a mais detalhes e análises aprofundadas sobre este e outros temas relevantes. Nosso compromisso é com a informação de qualidade, oferecendo reportagens que contextualizam, explicam e trazem à luz os fatos que impactam a sociedade brasileira. Mantenha-se informado com a credibilidade e a variedade de temas que você encontra aqui.

Fonte: https://g1.globo.com

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Feminicídio em Camaquã: Mulher é brutalmente assassinada por ex-companheiro, mesmo com medida protetiva https://montesantoempauta.com/feminicidio-camaqua-medida-protetiva-falha/ https://montesantoempauta.com/feminicidio-camaqua-medida-protetiva-falha/#respond Sat, 14 Mar 2026 14:16:10 +0000 https://montesantoempauta.com/feminicidio-camaqua-medida-protetiva-falha/ Camaquã, na Região Sul do Rio Grande do Sul, foi palco de mais um trágico feminicídio na noite da última sexta-feira (13). Angélica Ines Strelow, uma mulher de 28 anos, … Read More

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Camaquã, na Região Sul do Rio Grande do Sul, foi palco de mais um trágico feminicídio na noite da última sexta-feira (13). Angélica Ines Strelow, uma mulher de 28 anos, foi brutalmente morta a facadas pelo ex-companheiro, que arrombou o portão e invadiu a residência da vítima. O crime ganha contornos ainda mais alarmantes ao revelar que Angélica possuía uma medida protetiva de urgência contra o agressor desde janeiro deste ano, evidenciando uma falha grave na rede de proteção.

A Polícia Civil informou que Angélica foi encontrada sem vida dentro de sua casa, com sinais de arrombamento tanto no portão quanto em uma porta interna. O ex-companheiro, também de 28 anos, cuja identidade não foi divulgada, apresentou-se a uma delegacia do município logo após o crime e confessou o assassinato, sendo preso em flagrante. O casal, que estava separado há cerca de três anos, tinha dois filhos em comum, que agora se tornam vítimas indiretas de uma violência que atravessa gerações.

A Crônica de Uma Tragédia Anunciada: Feminicídio e a Falha na Proteção

O caso de Angélica em Camaquã não é um episódio isolado, mas sim um reflexo doloroso de uma realidade que assola o Brasil e, em particular, o Rio Grande do Sul. Este foi o 22º feminicídio registrado no estado em 2026 (assumindo que a data seja uma projeção ou um erro de digitação, e tratando-a como estatística alarmante do ano corrente), um número que clama por atenção e ações mais eficazes. O feminicídio, por definição, é o assassinato de uma mulher em razão de sua condição de gênero, muitas vezes praticado por parceiros ou ex-parceiros em um contexto de violência doméstica e familiar. Não se trata apenas de um homicídio, mas de um crime motivado pelo ódio e pelo sentimento de posse.

A existência de uma medida protetiva expedida há meses para Angélica ressalta a complexidade e os desafios enfrentados pelas vítimas de violência de gênero. Essas medidas são instrumentos legais cruciais, destinados a garantir a segurança da mulher, afastando o agressor e proibindo qualquer tipo de contato. No entanto, a tragédia de Camaquã joga luz sobre a fragilidade dessas proteções quando não há fiscalização efetiva ou quando o agressor decide ignorar a lei, transformando o temor da vítima em uma fatalidade. A invasão da residência, mesmo com a medida em vigor, demonstra o desprezo pela vida da mulher e pela autoridade da justiça.

O Impacto da Violência e a Necessidade de Ações Mais Robustas

A cada feminicídio, não é apenas uma vida que se perde, mas famílias inteiras que são dilaceradas. Os dois filhos de Angélica e seu ex-companheiro carregarão para sempre as cicatrizes dessa violência, um lembrete cruel da falha em proteger sua mãe. A repercussão de casos como este na comunidade local de Camaquã e no cenário gaúcho é imediata, gerando indignação e reforçando a urgência de um debate mais aprofundado sobre a violência contra a mulher. É fundamental que, além das medidas protetivas, haja um acompanhamento psicossocial contínuo para as vítimas e uma fiscalização mais rigorosa dos agressores.

A sociedade como um todo precisa se engajar na prevenção e combate a esses crimes. Isso inclui desde a educação para a equidade de gênero, desconstruindo a cultura machista que ainda permeia muitos ambientes, até o fortalecimento das instituições de segurança e justiça. A impunidade, mesmo que não seja o caso do agressor de Camaquã que se entregou, é um fator que alimenta o ciclo da violência, e a celeridade e rigor na aplicação da lei são essenciais para dissuadir potenciais agressores e dar um senso de justiça às vítimas e suas famílias.

Canais de Denúncia: Um Caminho para a Proteção

Diante da persistência da violência doméstica e do feminicídio, a denúncia continua sendo uma ferramenta vital. É imperativo que a população esteja ciente dos canais disponíveis e da importância de agir ao presenciar ou ter conhecimento de qualquer forma de abuso. Em situações de violência em andamento, o número 190 da Brigada Militar deve ser acionado imediatamente. Para casos onde a violência já ocorreu ou para solicitar medidas protetivas, a Delegacia da Mulher ou qualquer delegacia de polícia são os locais indicados, com a opção de registro online pela Delegacia Online.

Além disso, a Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180, oferece suporte 24 horas por dia, enquanto a Defensoria Pública, pelo 0800-644-5556, proporciona orientação jurídica e acesso a advogados. A conscientização e a coragem de denunciar podem, em muitos casos, salvar vidas e interromper o ciclo de violência que ainda assombra lares e comunidades por todo o país.

O NOME_DO_SITE acompanha de perto os desdobramentos deste e de outros casos de violência de gênero, comprometido em trazer informação relevante e contextualizada sobre temas que impactam diretamente a sociedade. Continuaremos a investigar e aprofundar o debate sobre a segurança das mulheres, as falhas no sistema de proteção e os caminhos para uma cultura de respeito e igualdade. Acompanhe nosso portal para ter acesso a reportagens completas, análises e as últimas notícias sobre este e outros assuntos de interesse público.

Fonte: https://g1.globo.com

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Militar é condenado por violência psicológica contra ex-companheira no RN: Um marco na proteção de vítimas https://montesantoempauta.com/militar-condenado-violencia-psicologica/ https://montesantoempauta.com/militar-condenado-violencia-psicologica/#respond Fri, 13 Mar 2026 14:16:07 +0000 https://montesantoempauta.com/militar-condenado-violencia-psicologica/ Natal, Rio Grande do Norte – Em uma decisão que reforça a crescente visibilidade e condenação da violência contra a mulher em suas diversas formas, um militar foi sentenciado a … Read More

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Natal, Rio Grande do Norte – Em uma decisão que reforça a crescente visibilidade e condenação da violência contra a mulher em suas diversas formas, um militar foi sentenciado a um ano de reclusão pelo crime de <b>violência psicológica</b> contra sua ex-companheira. A condenação, proferida pelo 1º Juizado da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Natal, também impõe ao réu o pagamento de multa e uma indenização de R$ 5 mil à vítima. A sentença é um marco importante, sublinhando a seriedade com que o Judiciário brasileiro tem tratado abusos que, por vezes, são sutis, mas devastadores para a saúde mental e o bem-estar das mulheres.

O juiz Rogério Januário, responsável pelo caso, reconheceu que, entre outubro de 2021 e agosto de 2022, o agressor causou um dano emocional severo à sua ex-companheira. A denúncia do Ministério Público do RN detalhou uma série de atos de <b>manipulação</b>, <b>humilhação</b> e <b>ridicularização</b>. Tais condutas incluíam responsabilizar a vítima pelos próprios relacionamentos extraconjugais do réu e por suas adversidades pessoais, utilizando termos pejorativos como “endemoniada” e “lunática”.

Além das injúrias verbais, a denúncia apontou episódios graves como o envio de mensagens depreciativas sobre a aparência física da vítima, a exaltação de uma suposta superioridade masculina e a humilhação por meio de relatos detalhados de traições e relações sexuais mantidas com outras mulheres, inclusive vizinhas, culminando em uma complexa rede de manipulação. O resultado para a vítima foi um grande abalo emocional, que se manifestou em diagnósticos de ansiedade, pânico e estresse pós-traumático, confirmados por laudos e atestados médicos.

O Que É Violência Psicológica e o Fenômeno do “Gaslighting”

A <b>violência psicológica</b>, reconhecida pela <b>Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006)</b>, não deixa marcas físicas, mas pode ser tão ou mais devastadora que a agressão física. Ela se manifesta através de condutas que causam dano emocional e diminuição da autoestima, prejudicam e perturbam o pleno desenvolvimento da mulher ou visam degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação.

“Gaslighting”: A Tática de Manipulação Subtil e Cruel

No cerne deste caso e de muitos outros de violência psicológica, está o fenômeno do <b>“gaslighting”</b>. O termo, originado de uma peça teatral e filme, descreve uma técnica de manipulação psicológica em que o agressor faz a vítima duvidar de sua própria sanidade, memória ou percepção da realidade. No contexto da relação, o abusador distorce fatos, nega eventos que ocorreram, minimiza sentimentos da vítima e a acusa de 'loucura' ou 'exagero'. O objetivo é desestabilizar a pessoa, fazendo-a sentir-se insegura, confusa e dependente da interpretação do manipulador.

Neste caso, a sentença judicial explicitamente mencionou que as agressões geraram autoculpabilização e prejuízos ao funcionamento social da vítima, configurando o 'gaslighting'. A utilização de termos como 'louca', a responsabilização por traições que o próprio réu cometia e a busca pela desestruturação da sanidade mental da vítima são exemplos clássicos dessa técnica perversa. O impacto é profundo, levando a vítima a isolar-se, perder a confiança em si mesma e, por vezes, a não conseguir sequer identificar que está sendo abusada.

A Força da Prova e a Sentença Judicial

A condenação foi possível graças a um robusto conjunto de provas. O juiz Rogério Januário destacou que a materialidade e a autoria delitiva foram demonstradas por elementos informativos que 'carreiam o procedimento investigativo, além da prova oral produzida na esfera policial e em Juízo'. Foram cruciais os depoimentos da ofendida, capturas de tela de mensagens que evidenciavam as agressões, documentação médica e o Laudo de Exame de Perícia Psicológica do Itep/RN.

Para o magistrado, a narrativa da vítima foi 'coerente', descrevendo um 'ciclo de abusividade' onde o réu, 'aproveitando-se da relação de afeto e da superioridade hierárquica militar', exercia controle mediante táticas de gaslighting. A gravidade da conduta foi acentuada, conforme o juiz, pela utilização de preconceitos raciais e religiosos, com o agressor chamando a ex-companheira de 'endemoniada' e atribuindo infortúnios a 'macumbas', além de promover humilhação pública e profissional no ambiente da Marinha, chegando a ameaçar sua renovação contratual. Este detalhe aponta para a complexidade do abuso, que se estendia para além da esfera pessoal, atingindo a vida profissional e a dignidade da vítima em múltiplos níveis.

O Impacto Social e a Luta Contra a Violência Doméstica

A decisão de Natal tem uma relevância que transcende o caso individual. Ela serve como um lembrete contundente de que a violência contra a mulher é um problema multifacetado, com consequências graves em todas as esferas da vida das vítimas. A condenação de um militar em um ambiente que, por vezes, pode ter hierarquias rígidas, envia uma mensagem clara de que ninguém está acima da lei e que a proteção das vítimas deve prevalecer.

No Brasil, a violência doméstica, incluindo a psicológica, ainda é um desafio imenso. Casos como este, que resultam em condenação e em reconhecimento do sofrimento da vítima, são essenciais para encorajar outras mulheres a denunciar, a buscar apoio e a não se calar. A visibilidade de tais decisões judiciais contribui para desmistificar a ideia de que a violência psicológica é 'menos grave' ou 'difícil de provar', e destaca a importância de um sistema de justiça sensível e preparado para lidar com essas nuances.

Desdobramentos e a Importância da Conscientização

Esta condenação é um passo significativo para a efetividade da Lei Maria da Penha e para a conscientização social sobre as formas de abuso. Ela reforça a necessidade de redes de apoio robustas para as vítimas, incluindo suporte psicológico e jurídico especializado. Para a sociedade, o caso é um chamado à reflexão sobre a importância de identificar os sinais de violência psicológica em seus círculos e de não naturalizar comportamentos abusivos.

Ainda há muito a ser feito para erradicar a violência contra a mulher em todas as suas manifestações. No entanto, decisões como a do 1º Juizado da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Natal demonstram que o caminho da justiça está sendo trilhado, oferecendo esperança e um senso de reparação para as vítimas. É um avanço na luta por um Brasil onde todas as mulheres possam viver livres de medo e abusos.

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Fonte: https://g1.globo.com

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